Reciclagem de plástico pode ajudar a salvar florestas ao redor do mundo

Aghan Oscar estava cansado de ver lixo acumulando nas praias do Quênia. Garrafas, absorventes e até sofás eram alguns dos itens que eram sempre avistados. E foi aí que ele pensou em como poderia usar o lixo para salvar as florestas e criou a Continental Renewable Energy, uma pequena empresa de reciclagem com base em Nairóbi que coleta lixo e transforma-o em sinalização rodoviária.

A madeira usada para cercar estradas e sinalizá-las sofre com a vandalização nos bairros de baixa renda e acaba sendo usado para lenha, pois se deteriora rapidamente. Para tentar solucionar o problema, os produtos vendidos pela companhia de Oscar, são feitos com polietileno e areia, e não são apenas mais duráveis – eles também são muito mais baratos.

Ao saber da novidade da Autoridade Nacional de Rodovias do Quênia comprou mais de 28 mil placas feitas com esses componentes, e economizou milhões do governo. A ideia de Oscar foi tão genial que acabou resolveu um outro problema: o roubo de estruturas metálicas, afinal eles são feitos de plástico quase não possuem mercado.

A Continental Renewable Energy conta atualmente com 250 jovens trabalhadores que coletam os resíduos e trabalham na linha de montagem.  “Um quilograma de resíduos de plástico economiza 2,5 kg de emissões de carbono e, para cada 10 postes de plástico produzidos, uma árvore é salva. Reciclagem é definitivamente a melhor aposta na conservação do ambiente “, disse o queniano ao Christian Science Monitor.

Oscar afirmou ainda na entrevista que apoiar empresas de reciclagem pode ampliar a oferta de vagas de emprego para jovens, bem como salvar o planeta.

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