Projeto da Unesp em Jaboticabal incentiva reciclagem de buchas usadas

O que fazer com uma bucha velha de cozinha? Renata Dozzi Tezza também jogava no lixo. Sem saber o que fazer como o resíduo, que pode demorar até 400 anos para se decompor, Renata descobriu uma empresa que pagava dois centavos por cada bucha usada.

Só que, para começar, era preciso juntar pelo menos 65 buchas. Renata é coordenadora de sistemas do Centro de Recursos Biológicos da Unesp, a Universidade Estadual Paulista, em Jaboticabal, no interior de São Paulo. Ela levou a proposta para a universidade e criou um mutirão permanente para coleta de buchas usadas na instituição.

Da universidade, a campanha de reciclagem ganhou a pequena cidade de Jaboticabal. Com cerca de 70 mil habitantes, hoje a cidade responde por quase 20% de todas as buchas recicladas no estado de São Paulo. Em um ano e meio foram retiradas do meio ambiente mais de 11 mil esponjas de cozinha.

O projeto de dar nova vida a buchas usadas é tocado por uma empresa especializada em reciclagem. A tecnologia e a logística tem apoio de uma das principais fabricantes de esponjas no mundo. Diferente de outros resíduos, a reciclagem de esponjas custa caro e, por isso, até então não eram consideradas material viável para reciclar, como explica Renata Ross, gerente de relacionamento da Terracycle Brasil, empresa responsável pelo projeto.

O dinheiro arrecadado com a coleta é destinado para instituições sem fins lucrativos. A estimativa é de que no Brasil sejam consumidas cerca de 360 milhões de esponjas por ano. E qualquer pessoa no país pode se inscrever no projeto de coletar buchas usadas.

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