Destinação correta para 150 toneladas de lixo eletrônico em Florianópolis
Aproximadamente 150 toneladas de lixo
eletrônico e de equipamentos de informática foram recolhidas desde
janeiro do ano passado em Santa Catarina e destinadas para a reciclagem
ou reaproveitamento.
Esse é o balanço do Programa Recicla CDL, desenvolvido pela Federação
das CDLs do estado (FCDL/SC) e que tem como principal objetivo diminuir
a emissão de lixo e incentivar a coleta seletiva e a reciclagem no dia a
dia dos catarinenses. O resultado expressivo e o alcance da ação
renderam à entidade a conquista do Prêmio Empresa Cidadã.
Todo o material recolhido pelo programa, desenvolvido com apoio técnico
e institucional da Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma),
é enviado para empresas certificadas para reaproveitamento ou
reciclagem. “Nosso foco inicial foi a destinação de equipamentos
eletrônicos e de informática, mas a ideia é expandir a ação para outros
tipos de resíduos, inserindo definitivamente no varejo catarinense os
conceitos de sustentabilidade”, ressalta Sergio Medeiros, presidente da
FCDL/SC.
Um dos fatores que contribuiu para o sucesso do Recicla CDL foi a
capilaridade da entidade, a maior do varejo no estado, envolvendo 176
Câmaras de Dirigentes Lojistas e mais de 30 mil associados. Nessa
primeira etapa da ação, participaram ativamente 52 CDLs englobando todas
as regiões catarinenses. Algumas iniciativas paralelas foram
deflagradas, como destinar renda obtida com a reciclagem para doar
computadores a entidades sociais ou promover o recolhimento de óleo de
cozinha usado. Agora está sendo desenvolvido o Recicla CDL na Escola,
uma extensão do projeto que visa levar a conscientização a crianças e
jovens da rede pública estadual.
“A sustentabilidade ingressou, irreversivelmente, na pauta de
prioridades dos lojistas catarinenses e está se expandindo. Nossa
principal aposta não está nos resultados materiais, ou seja, nas
toneladas de produtos coletados, embora isso seja importante. Nosso
ganho está na formação de uma mentalidade sustentável”, enfatiza
Medeiros.
Fonte: Jornal Correio da Ilha |
 



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