Entulho de demolições é usado em obras para Copa e Olimpíadas
Obras de grande porte que o Brasil
precisa erguer, principalmente, para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de
2016, estão sendo preparadas com entulho de demolições. Esse material,
normalmente, seria tratado como lixo.
Parece o local de um bombardeio. De fato, quatro prédios vieram abaixo
aqui. Uma antiga fábrica de cerveja foi implodida há um mês para a
ampliação do sambódromo do Rio.
Homens e máquinas ainda trabalham em cima da montanha de ferro
retorcido, concreto e tijolos. Cerca de 60 mil toneladas de entulho.
Material suficiente para encher três mil caminhões. Pelo menos aqui no
sambódromo, o que seria um grande problema virou solução.
Tudo, absolutamente tudo está sendo reaproveitado. O ferro vai direto
para uma siderúrgica e o concreto fica aqui mesmo na obra.
Tem máquina que é uma usina de reciclagem móvel. Deixa o concreto velho
pronto pra ser utilizado novamente. Segundo os engenheiros, o custo da
obra pode ficar até 20% menor. Mas o maior benefício é outro.
A gente está evitando jogar material em lixão, evitando aumentar o
estoque de lixão e conseguindo utilizar o material de obras em outras
obras, explica o engenheiro de minas, Fabio Bruno Pinto.
Com a indústria da construção aquecida, a quantidade de entulho
produzida no país cresceu e passou de 30 milhões de toneladas em 2010.
E apenas três capitais - São Paulo, Belo Horizonte e Curitiba - cumprem
a lei que determina a criação de aterros específicos para esse tipo de
lixo.
A boa notícia é que a moda da reciclagem de entulho está se espalhando
nas grandes obras.
Nas reformas dos estádios do Beira-Rio em Porto Alegre. E no castelão,
em Fortaleza, para a copa de 2014.
Em um corredor exclusivo de ônibus, que vai ligar a Zona Oeste ao
aeroporto internacional, no Rio, base da obra foi toda reforçada com o
que restou das casas que foram desapropriadas e demolidas.
“A gente não precisa tirar o saibro de uma saibreira de um morro, e a
gente não precisa fazer esse transporte todo. A gente precisa, a cidade
precisa, e todo o universo agradece se gente fizer isso”, explica o
engenheiro Eduardo carvalho.
Fonte: Agência de Notícias Jornal Floripa |
 



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