Prefeitura quer mudar hábito de goianiense
O programa “Goiânia Coleta Seletiva Porta
a Porta” é a aposta da Prefeitura para criar um novo hábito junto à
população da cidade: separar o lixo reciclável do que não pode ser
reaproveitado. De acordo com o coordenador do programa, Jorge Moreira da
Silva, entre as várias ações que a Prefeitura vai utilizar para cultivar
esse hábito está a realização de uma ampla campanha de conscientização
nos meios de comunicação. “Trabalharemos também com a equipe de
educadores ambientais da Amma (Agência Municipal de Meio Ambiente) e com
agentes de saúde da Secretaria Municipal de Saúde. O tema também será
trabalhado em todas as escolas da rede municipal de educação”,
acrescenta o coordenador.
“O programa da forma em que estamos fazendo é muito simples. Não precisa
separar em cinco tipos (metal, papel, plástico, vidro e orgânicos), como
é feito em outros lugares. A pessoa terá apenas de separar o que é
reciclável do que não é. No máximo ela terá de ter duas lixeiras em casa
para separar isso”, explica Jorge Moreira da Silva.
Ele relembra que o programa de Coleta Seletiva começou a ser implantado
em Goiânia desde de abril do ano passado, mas o lançamento marcará o
funcionamento do serviço em toda cidade. “O projeto piloto funcionou
inicialmente no Jardim América e outros setores próximos. Hoje ele
abrange 400 bairros da cidade, nos quais será feita a coleta seletiva de
lixo domiciliar, que ocorrerá uma vez por semana em cada um desses
bairros”, explica Jorge. Para saber os dias e horários da coleta
seletiva nesses bairros basta acessar o site do programa http://www.goiania.go.gov.br/shtml/coletaseletiva/principal.shtml.
Segundo Jorge, hoje, sem o trabalho de divulgação o programa da
Prefeitura arrecada cerca de 360 toneladas por mês de material
reciclável. “Hoje recebemos no aterro sanitário de Goiânia
aproximadamente 10.800 toneladas de lixo reciclável. Nossa meta é dentro
de dez anos recolher de forma seletiva pelo menos 70% deste lixo”,
revela. Conforme o coordenador do programa, quase todo material
reciclável que é arrecadado é doado a quatro cooperativas de reciclagem
e duas associações de catadores de papel. Só uma pequena parte das
garrafas pets é que é destinada à Companhia Municipal de Urbanização de
Goiânia (Comurg) para a fabricação de vassouras.
Escola já realiza reciclagem há 10 anos
Muito antes de se discutir ou pensar em implantar em Goiânia alguma ação
de coleta seletiva, a Escola Interamérica, no Setor Bueno, já realiza o
trabalho de reciclagem e de conscientização com os alunos. “Há dez anos
a escola já separa o lixo para a reciclagem e trabalha o tema dentro de
sala da aula”, revela a diretora da Interamérica, Andréia Leal. Ela
conta que cada turma tem um dia determinado para que os alunos tragam de
casa o lixo e separem dentro da sala de aula. “Parte do que elas trazem
é usado na aula para confecção de brinquedos e o restante é colocado em
um depósito e depois doado a cooperativas e catadores de papel”,
explica. Para Lúcia Ivani Pinheiro, presidente de uma das mais antigas e
maiores cooperativas de reciclagem da capital, a Cooperativa de
Reciclagem de Goiânia (Cooprec), mesmo sem o trabalho de divulgação o
hábito das pessoas já está mudando. Ela revela que mesmo com o programa
da Prefeitura um produto que será difícil de ser encontrado são as
latinhas de alumínio, material mais valioso para a reciclagem. “As
famílias hoje já reúnem esse material e doam para uma pessoa conhecida
que comercializa diretamente com os depósitos de lixo reciclável”,
esclarece.
Fonte: Jornal Hoje - GO |
 



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