Plastivida e Abrelpe assinam acordo para promover a reciclagem energética no
Brasil
Foi assinado, na manhã do dia 10 de
agosto (segunda-feira), em São Paulo, o Acordo de Cooperação que
estabelece uma parceria entre a Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos
Plásticos e a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza e Resíduos
Especiais (ABRELPE) para a promoção da reciclagem energética dos
resíduos sólidos no Brasil. Trata-se de uma tecnologia já utilizada em
diversos países do mundo como uma solução alternativa para o tratamento
do lixo urbano.
De acordo com a Plastivida, entidade que vem promovendo a tecnologia da
reciclagem energética em seu trabalho de educação ambiental pelo Brasil,
a destinação do lixo urbano transformou-se num dos mais graves problemas
das grandes cidades. “Países que adotam a reciclagem energética
conseguem reduzir substancialmente o volume de seus resíduos, um
benefício incalculável, principalmente para localidades que contam com
problemas de espaço para a destinação de lixo”, explica o presidente da
entidade, Francisco de Assis Esmeraldo.
Juntas as entidades iniciarão estudos sobre a viabilidade política e
econômica para a instalação das usinas de reciclagem energética no
Brasil, assegurando a continuidade do processo. “Isso por que se trata
de um projeto de capital intensivo”, lembra o presidente da Abrelpe,
João Carlos David.
Como funciona a reciclagem energética? - Trata-se da Geração de Energia
(elétrica ou térmica) a partir da queima dos resíduos sólidos urbanos,
por meio de processo industrial 100% limpo, que não agride o meio
ambiente. A Plastivida lembra que os plásticos são fundamentais ao
processo. “Plástico é energia e são os produtos plásticos presentes no
lixo urbano que irão servir de combustível para que o processo de
reciclagem energética ocorra”, afirma Esmeraldo.
O processo minimiza significativamente o problema dos lixões e aterros,
reduz a emissão de gases dos aterros sanitários, pode ser aplicado perto
de centros urbanos, reduzindo o custo do transporte do lixo e, ainda, a
área exigida para a implantação de uma usina é inferior à de um aterro.
Atualmente, a recuperação de energia em processos de tratamento térmico
do lixo urbano já é uma realidade em vários países do mundo. Cerca de
150 milhões de ton/ano de lixo urbano são destinados em mais de 850
instalações de combustão com geração de energia elétrica ou térmica,
todas perfeitamente adequadas às mais rígidas normas ambientais. São 35
países que utilizam essa tecnologia, gerando mais de 10.000MW de energia
elétrica e térmica. A maior parte destas usinas se localiza em países
desenvolvidos (Japão, EUA, União Européia, etc.), mas existem cerca de
50 instalações operando na Malásia, Singapura, Coréia do Sul, China e
outros países em desenvolvimento.
O Brasil não conta com nenhuma usina, mas tem a tecnologia. A UsinaVerde
é um projeto localizado no Campus da UFRJ da Ilha do Fundão, Rio de
Janeiro, desde 2005. A Plastivida entende que esta é uma alternativa
ambientalmente correta. A cidade de São Paulo, por exemplo, já começa a
“exportar” o lixo para o município de Caieiras por falta de espaços para
aterros. Os grandes centros urbanos brasileiros têm praticamente todos
os seus aterros saturados.
O Acordo assinado entre as duas entidades visa gerar intercâmbio de
informações, estudos e publicações sobre o tema, além estimular o
desenvolvimento de políticas públicas e incentivar o estabelecimento de
parcerias para a implantação de usinas de reciclagem energética.
Fonte: Portal Fator Brasil |
 



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