Na Câmara Municipal, secretário faz esclarecimentos sobre o lixo
O secretário municipal do Meio ambiente,
José Antônio Andreguetto, compareceu à Câmara de Curitiba, acompanhado
pela coordenadora de resíduos sólidos, Marilza de Oliveira Dias, para
falar sobre o Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de
Resíduos (Sipar), que substituirá o Aterro Sanitário da Caximba,
localizado na região sul.
O Sipar será uma indústria de reciclagem que vai transformar em adubo e
material energético as mais de duas mil toneladas de lixo geradas
diariamente pela Grande Curitiba (17 municípios), que hoje vão para o
Aterro de Caximba. O novo sistema será implantado pelo Consórcio
Intermunicipal para Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos, que vai gerar,
segundo a Secretaria do Meio Ambiente, 150 empregos diretos e benefícios
financeiros para o município que recebê-lo, alternativa encontrada por
estudo técnico da Mineropar, que está sendo avaliada pelo Instituto
Ambiental do Paraná (IAP).
De acordo com Marilza Dias, “assim que o instituto finalizar as
avaliações, serão realizadas audiências públicas, uma vez que as
sugestões da população serão consideradas na escolha da área”.
Mandirituba, ao que tudo indica, será a área licenciada para receber a
nova indústria, levando em conta um benefício financeiro de mais de R$
400 mil por mês, incluindo a taxa de outorga e impostos.
IAP
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) também está realizando um estudo
do impacto ambiental, considerando geologia, recursos hídricos, flora,
fauna e também aspectos sociais, como os custos das três áreas que podem
receber o novo aterro, número de moradores no entorno do local a ser
escolhido e custo do transporte do lixo. Ainda estão sendo avaliados os
aspectos positivos para o local escolhido, como geração de emprego,
aumento de reciclagem e aproveitamento dos recursos que estão no lixo.
Andreguetto explicou que “no Aterro da Caximba não há espaço para
instalação desta indústria de reciclagem.” Afirmou também que “o aterro
não tem um prazo de vencimento e sim um propósito de utilização até
janeiro de 2010”.
O secretário respondeu aos questionamentos de grande número de
vereadores interessados em encontrar um ponto de equilíbrio que atenda
as reivindicações da população da Caximba. Andreguetto esclareceu que a
intenção da administração Beto Richa, desde o primeiro mandato, é
liberar a Caximba o quanto antes. Porém, “para isso, era necessário
chegar a este ponto, com tecnologias e soluções para transformar 100% do
lixo gerado pela Grande Curitiba”. A proposta da nova indústria foi
escolhida entre 30 apresentadas. Os vereadores também tomaram
conhecimento de que Curitiba é uma das poucas cidades em que a
reciclagem acontece na fonte de sua geração. A proposta escolhida
seguirá as normas da Lei Federal de Saneamento Básico, que dispõe sobre
regulamentação, plano de saneamento básico e estudo de viabilidade
econômica.
Biogás
Marilza adiantou aos vereadores que, passado o processo de transferência
de destinação do lixo de Curitiba e região metropolitana, o aterro da
Caximba receberá uma cobertura de argila e monitoramento permanente.
Pelos próximos 28 anos, segundo a coordenadora, a secretaria fará o
aproveitamento do passivo ambiental que produz biogás. Andreguetto
afirmou que “todo o chorume da Caximba é tratado e que o Rio Iguaçu já
chega poluído ao local. Portanto, é errado dizer que o aterro polui”.
Caximba
Os vereadores ainda debateram outras questões, como a continuidade do
sistema de coleta. Atualmente, duas empresas fazem esta tarefa,
considerando que os hospitais já segregam o lixo tóxico e a cidade
possui uma logística de gerenciamento do lixo. E também sobre o trabalho
dos carrinheiros, programas e opções utilizadas para reciclagem na fonte
geradora, além de reivindicações da população da Caximba.
O aterro está localizado na região desde 1989, numa área de 410 mil
metros quadrados.
Fonte: Bem Paraná |
 



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