Produtos brasileiros são destaque em feira italiana
O artesanato brasileiro foi uma das
atrações da feira - "Fà la cosa giusta!", em Milão. O objetivo do evento
é promover idéias de consumo crítico e estilo de vida sustentável,
demonstrado através de ações promovidas por entidades italianas, em
parceria com projetos sociais de outros países. As iniciativas estão na
alimentação, moda, tecnologia, finança, comércio e turismo.
A produção brasileira chega até o consumidor italiano, através de
organizações não governamentais, como o projeto Seda Justa, da cidade de
Nova Esperança, no Paraná. A fabricação de echarpes complementa a renda
dos produtores de casulo do bicho-da-seda, garantindo 59% do valor
comercializado para os artesãos. Atualmente, 127 famílias se dedicam a
confecção.
O óleo do coco babaçu do Maranhão é uma das matérias-primas importadas
do Brasil. É utilizado na produção de materiais de limpeza para casa e
de higiene pessoal, que não agridem o meio ambiente. A Cooperativa dos
pequenos produtores agroextrativistas de Lago do Junco produz o óleo,
que chega na Itália, através da Assema, Associação em Áreas de
Assentamento no Estado do Maranhão. Os produtos podem ser encontrados em
diversos pontos da Itália.
A feira além de promover o consumo consciente, estimula a colaboração
com organizações não governamentais de todo o mundo. O Grupo Pé no Chão
de Recife, que trabalha com crianças e jovens, é uma das instituições
que recebem apoio. Bolsas, velas decorativas, chinelos e camisetas
bordados no Brasil, pelas famílias das crianças envolvidas no projeto,
são vendidos na Itália e todo o lucro é aplicado nas atividades do
grupo.
Mas, não foi só a beleza do artesanato brasileiro que fez sucesso entre
os visitantes, a reciclagem de papel do Sri Lanka, Eco Maximus, chamou a
atenção, de como é possível com criatividade encontrar solução para um
problema. Para acabar com o conflito homem x elefante, um animal
considerado inútil, pela população local, porque destrói plantações e
suja muito as ruas, o dono de uma empresa de reciclagem, conseguiu
transformar o esterco, em matéria-prima principal para confecção de
papel, 75% com mais 25% de papel reciclado. Atualmente a empresa produz
folhas de excelente textura, cadernos, agendas e cartolina, com a
sujeira deixada nas ruas pelos elefantes, que passaram a ser úteis para
economia local.
Fonte: Danielle Sousa (SRZD) |
 



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