Dez mil euros de incentivo para jovens empresários
Rui Matos e Carlos Santos, de 31 e 27
anos, respectivamente, são os jovens empresários responsáveis pela
criação da “Recyploym, Lda”, uma empresa que se vai dedicar ao
tratamento/reciclagem e comércio de polímeros (plásticos). Uma ideia de
negócio inovadora que lhes valeu um prémio pecuniário no âmbito do
Concurso de Ideias, Empresas e Empresários, promovido pela Câmara
Municipal de Mortágua. Os jovens empresários receberam, das mãos do
presidente da autarquia, um cheque no valor de 10 mil euros, um pequeno
incentivo financeiro para a instalação da empresa no Parque Industrial
de Mortágua.
"Em termos de aprovação do crédito, ajudou bastante, sobretudo nesta
fase em que há mais dificuldades no acesso ao crédito", referiu Rui
Matos, considerando que não sendo 10 mil euros um valor significativo no
todo do investimento, "em termos pessoais, como prémio, teve bastante
relevância".
O Concurso de Ideias, Empresas e Empresários teve como finalidade captar
e apoiar ideias de negócio inovadoras, que se traduzissem num contributo
para o desenvolvimento económico do concelho. Será assim com a
“Recyploym, Lda”, já que a empresa, actualmente a funcionar no Ninho de
Empresas de Mortágua, se vai instalar no Parque Industrial, onde vai
desenvolver a sua actividade de reciclagem e comércio de polímeros,
tendo em vista a sua reutilização e valorização energética. Numa fase
inicial, a empresa vai dedicar-se à reciclagem de componentes
automóveis, mas futuramente pode ser alargada a outros produtos, como as
embalagens. "Os plásticos usados vão ser reciclados e novamente
incorporados na indústria, seja na indústria automóvel, do mobiliário
urbano e de jardim, fabrico de utilidades, entre outras aplicações. Só
não serão reaproveitados para a indústria alimentar e farmacêutica
porque aí normalmente são usadas matérias-primas puras", explica Rui
Matos. "Se não forem reciclados, estes componentes de plástico irão para
um aterro. Aqui serão reaproveitados e reincorporados no processo
produtivo, poupando-se recursos e energia", explica, por sua vez, Carlos
Santos.
A empresa deverá começar a funcionar em pleno em Maio, num pavilhão
industrial existente no parque, numa primeira fase com os dois
empresários como mão-de-obra qualificada, estando, no entanto, prevista
a contratação de pessoal a curto-prazo. A qualidade do produto final e a
fidelização dos clientes são as duas preocupações fundamentais dos
promotores do projecto, que apostam também na utilização de equipamentos
tecnologicamente evoluídos.
Apoio é mais necessário na fase de arranque
"É precisamente na fase de arranque, em que há despesas mais avultadas,
que é mais sentida a necessidade de apoio", disse, durante a entrega do
prémio, o presidente da Câmara Municipal de Mortágua. Afonso Abrantes
considerou que esta iniciativa da autarquia pode ser determinante no
arranque de alguns projectos empresariais.
O Concurso de Ideias, Empresas e Empresários pretendeu apoiar ideias de
negócio que se traduzissem num contributo para o desenvolvimento
económico do concelho. A instalação da sede e actividade no concelho
eram duas das condições essenciais para a atribuição do incentivo
pecuniário. Para além deste, a autarquia oferecia também apoio na
elaboração do Plano de Negócio da empresa e instalação.
Afonso Abrantes não deixou de frisar o seu apoio ao empreendedorismo
jovem. A título de exemplo falou nas condições oferecidas no Ninho de
Empresas, nomeadamente ao nível da renda, a dois euros o metro quadrado
por mês, incluindo água, electricidade, telefone, fax e Internet, e a
possibilidade de utilização de salas comuns.
Fonte: Margarida Alvarinhas (Diário de Coimbra) |
 



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