Intervenção da prefeitura reduz acúmulo de lixo
A alternativa de unir as recicladoras de
lixo não-orgânico de Bento Gonçalves foi uma decisão tomada pela
administração pública do município em busca de solução para o acúmulo
dos resíduos nos depósitos das associações, enquanto o novo transbordo
não fica pronto e possibilite que mais pavilhões de reciclagem sejam
construídos. Desde outubro do ano passado, houve uma redução no
aproveitamento do lixo, gerando acúmulo de material. Das seis
recicladoras então existentes, restaram quatro, que foram transformadas
em duas. Uma união que buscou dar mais robustez e rentabilidade às
entidades e aos trabalhadoes.
Nos pavilhões da associação Jardim Glória e na Bento Reciclagem, as
montanhas de lixo começam a baixar e a remuneração dos associados
promete melhorar. Mais pessoas estão trabalhando e ainda existem vagas.
A associação Jardim Glória recebe R$ 3 mil mensais da Administração para
custeio do aluguel do pavilhão, água, luz, telefone e combustível. Na
Bento Reciclagem, o pavilhão é cedido pela prefeitura e os R$ 3 mil
repassados são utilizados no transporte dos trabalhadores. Com o
benefício público, os associados dividem todo o faturamento com a venda
do material separado, sem se preocupar com as despesas.
Segundo Elenita Brizola, da associação Jardim Glória, já são 24 pessoas
que fazem a separação dos resíduos e ainda existem vagas. “Com mais
pessoas trabalhando, nosso rendimento melhora. Apesar do preço do
material estar baixo, conseguimos uma renda muito melhor. Agora, estamos
indo a mil e o material não fica acumulando”, comemora Elenita.
Crise afeta o preço
De acordo com Flávio Ivo Grazziotin, sócio-proprietário da empresa Serra
Gaúcha (Caxias), que compra o material separado pelas recicladoras para
revender às indústrias, o preço do material vem caindo porque não existe
muita demanda. Segundo ele, a crise está diretamente relacionada com a
queda do preço. “No caso do papel, as indústrias estão precisando de
menos embalagens. Com os plásticos é a mesma coisa. Então, as indústrias
preferem comprar material virgem (derivado de petróleo), que está com um
preço mais acessível. Além disso, os brinquedos importados da China
também tiraram mercado das indústrias daqui (que utilizam plástico). Se
diminui a produção, diminui a procura. Sem demanda, o preço cai. Isso é
uma corrente que afeta todo mundo, desde a produção até as
recicladoras”, avalia Grazziotin.
Lixo é de boa qualidade
Para Grazziotin, o material colhido em Bento é de boa qualidade, mas
isso não interfere no preço. “As recicladoras de Bento Gonçalves fazem
um bom trabalho, pois os materiais são bem classificados e limpos”,
afirma. Entretanto, a qualidade do material não interfere no preço
final.
Fonte: Jornal Gazeta |
 



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