Secretaria do Verde busca parceria para grupo de reciclagem
A Secretaria Municipal do Verde e Meio
Ambiente fez uma visita à Cooperativa de Reciclagem Unidos pelo Meio
Ambiente (Cruma), em Poá. Em 13 anos de existência, o grupo alcançou bom
nível de organização interna e conseguiu parcerias com entidades como o
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e empresas
como a Petrobras. O objetivo é fechar um acordo com a Cruma para
orientar o desenvolvimento dos trabalhadores da Usina de Triagem da
Prefeitura, na Vila São Francisco.
Estiveram no galpão da cooperativa poaense o secretário mogiano do
Verde, Romildo Campello, e trabalhadores da usina de Mogi das Cruzes.
Eles conversaram com a presidente da Cruma, Maria José Cândido de Lima,
e com o gestor Wilson Secário. Em pauta, assuntos como o registro da
cooperativa, a busca de parceiros e informações técnicas como o tipo do
maquinário utilizado no trabalho de reciclagem e, é claro, a política de
preços e de remuneração aos cooperados.
“Trabalhamos como sócios e não há qualquer diferença entre nós. A
presidente faz o mesmo trabalho dos demais e recebe a mesma coisa no
final do mês. Este é o princípio que deve marcar uma cooperativa. Não há
a figura do patrão e do empregado, mas sim a formação de um grupo onde
todos precisam se ajudar”, explicou Maria José, lembrando que uma
cooperativa bem organizada consegue remunerar seus integrantes com
valores que variam entre R$ 700 e R$ 1.000 mensais.
Para isso, é preciso vender o material diretamente para as indústrias de
reciclagem, eliminando a figura do atravessador, e manter uma
organização interna rígida, com direitos e deveres claros. Na Cruma, a
retirada mensal dos 36 cooperados chega atualmente a R$ 400, com direito
a férias remuneradas de 30 dias anuais. O valor, segundo a presidente,
está baixo por conta da crise econômica mundial, mas o objetivo da
cooperativa é elevar este patamar de forma gradativa.
O secretário mogiano gostou do que viu. Elogiou a estrutura da Cruma e
solicitou que Wilson Secário e Maria José Cândido orientem os mogianos
sobre como montar um grupo semelhante. A boa notícia é que já existem
entidades semelhantes e associadas em toda a região (Suzano, Guararema,
Poá, Ferraz de Vasconcelos e Itaquaquecetuba), que, por sua vez,
integram o Movimento Nacional de Catadores – responsável pela defesa dos
interesses da categoria em todo o território brasileiro.
De acordo com Romildo, que já participou de várias reuniões com os
mogianos, a meta é ampliar gradativamente a atuação do grupo à medida
que sua organização interna aumentar. Algumas vantagens pesam a favor de
Mogi: a Stralu leva o material até a usina (em Poá, os cooperados da
Cruma buscam o material nas ruas) e os trabalhadores já contam com o
maquinário básico para o trabalho (os poaenses levaram alguns anos para
obter o equipamento).
“Viemos aqui com humildade, para aprender mesmo. A Prefeitura auxiliará
os mogianos a se estruturarem e queremos formar um grupo bem organizado
e rentável, que desperte orgulho e satisfação entre os cooperados. Estas
pessoas cumprem uma função de grande valor para a sustentabilidade
ambiental, e é nosso dever colaborar no que for possível para alcançar
os resultados que queremos”, finalizou.
Fonte: Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes |
 



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