Papa-Pilhas cresce e recicla três vezes mais em 2008
O Papa-Pilhas, programa de reciclagem de
pilhas e baterias do Banco Real, não para de crescer. Ao longo de 2008,
foram tratadas 127 toneladas de material, quantidade três vezes superior
à de 2007. Um dos destaques foi o Estado de São Paulo, com mais de 70
toneladas.
O programa, que teve início em dezembro de 2006, chegou ao final de 2008
com quase dois mil postos de coleta espalhados por todo o Brasil. Os
displays ficam instalados sobretudo em agências e postos de atendimento
bancário do Banco Real, mas também estão presentes em universidades,
hospitais, órgãos públicos e outros parceiros. No segundo semestre, o
alcance do Papa-Pillhas tomou dimensões maiores com o estabelecimento de
parcerias. Mais de 200 parceiros passaram a contar com os displays para
que as pilhas e baterias ali depositadas tenham a destinação adequada.
O assunto ganhou novos contornos em outubro, quando o Conama (Conselho
Nacional do Meio Ambiente) publicou a resolução 401/08, que atualiza a
resolução 257/99. Desde então, os estabelecimentos que comercializam
pilhas e baterias são obrigados a oferecer pontos de recolhimento
adequados. “O Banco Real se antecipou a isso e os números mostram que
encontramos um modelo de sucesso”, completa Marcio Barela, responsável
pela gestão do programa Papa-Pilhas.
“Alguns tipos de pilhas e baterias, têm em sua composição metais pesados
como mercúrio, chumbo, cádmio, níquel e outras substâncias tóxicas que
quando descartadas incorretamente podem vazar e contaminar os lençóis
freáticos, rios e o solo. Por meio da irrigação agrícola ou do consumo
direto, a água contaminada atinge a cadeia alimentar humana e pode
causar danos à saúde. Felizmente, a consciência sobre a importância de
tratar adequadamente esse material aumentou muito, dentro e fora da
nossa instituição”, afirma Barela.
É por isso que o Banco Real mantém o Papa-Pilhas, que recebe toda e
qualquer pilha ou bateria portátil com medidas até 5x8 cm, incluindo
carregador e aparelho celular. Os consumidores depositam o material em
coletores certificados e uma empresa especializada, a ADS Logística, faz
o transporte seguro do conteúdo até a Suzaquim, empresa localizada em
Suzano, região metropolitana de São Paulo, que se encarrega da
reciclagem.
Na Suzaquim, as pilhas e baterias são desencapadas e os metais,
queimados em fornos industriais - todos dotados de filtros que impedem a
emissão de gases poluentes. No processo, são obtidos sais e óxidos
metálicos, úteis à indústria de refratários, vidros, tintas, cerâmicas,
entre outros. “Cuidar do meio ambiente é também cuidar da saúde pública.
Certamente cresceremos ainda mais em 2009”, finaliza Barela.
Fonte: GWA Comunicação Integrada |
 



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