IAP definirá local da usina de lixo

Uma das perguntas mais recorrentes nas audiências públicas foi como será escolhido o local do empreendimento? O estudo de impacto ambiental levou em consideração aspectos como geologia, recursos hídricos, flora e fauna, e também sociais, como custos das áreas, número de moradores no entorno, custo de transporte do lixo, entre outros. Estes estudos estão sendo analisados pelo Instituto Ambiental do Paraná, órgão de meio ambiente do governo estadual que indicará qual a área mais apropriada para receber o empreendimento.

Assim que o IAP terminar as avaliações e as audiências públicas com a população dos três municípios, continuará o processo de licenciamento ambiental para implantação da indústria. Segundo o consórcio, depois de licenciado, o Sipar obedecerá a critérios rigorosos de instalação, cuidados com o solo, com o ar e outros fatores de proteção que requerem tecnologias específicas. Todo esse cuidado será tomado e fiscalizado pelos órgãos ambientais competentes.

Também existem impactos positivos, como geração de emprego, aumento de reciclagem e aproveitamento dos recursos que estão no lixo e que hoje são simplesmente enterrados. O município licenciado para receber a indústria terá direito a 3% da outorga do empreendimento, cerca de R$ 150.000,00 reais por mês. Tributos como o Imposto Sobre Serviços (ISS), valor que ficará entre R$ 150.000,00 e R$ 250.000,00 por mês, além da prioridade no caso de instalação de indústrias de reciclagem. Isso além de gerar entre 100 e 150 empregos diretos.

Caximba — Depois que no Sipar estiver operando, o Aterro da Caximba deixará de receber resíduos. Será feito um selamento com argila compactada e plantio de vegetação. Os efluentes continuarão sendo tratados, e o aterro monitorado. Para o gás gerado pela decomposição será implantado um projeto para aumentar a captura e a obtenção de crédito de carbono previsto no protocolo de Kioto.


Fonte:  Bem Paraná