Savi propõe coleta seletiva e reciclagem de lixo obrigatória
Não há como não produzir lixo. Mas
existem formas de diminuir o impacto que esse lixo produzido causa ao
meio ambiente e à vida humana. A coleta seletiva e a reciclagem do lixo
é uma saída para esse problema. Com o intuito de incentivar essa prática
entre os cidadãos, o deputado estadual Mauro Savi (PR) apresentou
projeto de lei que obriga os municípios mato-grossenses com 100 mil
habitantes ou mais a implantar sistema de coleta seletiva e reciclagem
de lixo.
“Não é apenas em Cuiabá que o problema de coleta e armazenamento de lixo
é uma realidade, é preciso tomar providencias urgentes que sirvam de
exemplo para os municípios menores, evitando que os mesmos cheguem a
viver o problema que os grandes vivem agora”, argumentou o parlamentar.
A cidade de Cuiabá por exemplo, de acordo com informações da Assessoria
de Imprensa da Secretaria de Meio Ambiente (Smades), produz 450
toneladas de lixo por dia. Desse total, apenas 30% é aproveitado pela
cooperativa que faz a triagem dos resíduos no lixão (Coopemar). O
restante vai pra o aterro sanitário.
Considerando que, conforme contagem do IBGE em 2007, a capital
mato-grossense possui 526.831 habitantes, podemos dizer que cada pessoa
produz cerca de 850 gramas de lixo por dia. A reciclagem é a única forma
de aproveitar pelo menos parte desse lixo e converter em benefícios à
população.
O projeto apresentado por Mauro Savi prevê, entre outras coisas, o
recolhimento de óleo de cozinha e outros produtos gordurosos em
embalagens apropriadas, que poderão ser destinados a projetos sociais
que visem o reaproveitamento da matéria prima. Já existem experiências,
como no interior de São Paulo, em que cooperativas recolhem o óleo de
cozinha e o transformam em sabão 100% biodegradável e revendem a preços
acessíveis à população.
Conforme o projeto, os governos Estadual e Municipais ficam autorizados
a conceder incentivos tributários e fiscais, para as empresas que
prestarem o serviço de coleta seletiva, inclusive no caso da aquisição
dos meios necessários a execução do serviço. Já as empresas vencedoras
dos processos licitatórios terão que observar o padrão de cores
implantado no Brasil e respeitar a regulamentação técnica das
secretarias de meio ambiente dos respectivos municípios. Parte dos
recursos oriundos da reciclagem será destinada a obras sociais.
Para garantir o interesse social dos serviços, o projeto de lei
determina que 15% dos recursos obtidos pela venda de produtos
decorrentes da reciclagem serão destinados para obras sociais e 20% para
projetos de recuperação de aterros sanitários e de recuperação do meio
ambiente.
O projeto determina ainda que o processo licitatório englobará
obrigatoriamente a reciclagem dos referidos produtos em indústria
específica, controlada pela Empresa coletora do Lixo e que ao final do
prazo da licitação a industria de reciclagem ficará para o município.
As Empresas controladoras da Coleta Seletiva poderão também, desde que
observados os limites ambientais e legais, fazer a exploração dos
produtos decorrente do armazenamento do Lixo Orgânico, como Gás, Adubos
e outros.
“Pesquisas recentes mostram que a capacidade de reciclagem do lixo no
Brasil, e em Cuiabá como exemplo, são muito altas, sendo um absurdo que
se jogue fora uma forma de se proteger o meio ambiente e ainda permitir
a geração de mais empregos com a coleta seletiva e reciclagem do Lixo
Urbano”, ponderou o deputado ao justificar o projeto.
Os municípios com menos de 100 mil habitantes que queiram implantar a
coleta seletiva e a reciclagem de lixo também poderão usufruir dos
benefícios previsto no projeto de lei. De acordo com dados do Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os municípios
mato-grossenses com 100 mil habitantes ou mais são: Cuiabá, Várzea
Grande, Rondonópolis e Sinop.
Fonte: O Estadão Matogrossense |
 



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