Inaugurado o novo galpão da Associação de Reciclagem de Arujá

A Prefeitura de Arujá, através da sua Secretaria de Obras e Serviços, inaugurou na tarde da sexta-feira (04/07), a nova sede da Associação dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis de Arujá, Cora. A partir de hoje os catadores afiliados à instituição passarão a triar os materiais no novo galpão, com dignidade e respeito.

Presentes ao evento estiveram a vice-prefeita Virgínia Alegri, os secretários, de Obras e Serviços Marcelo Godoy; Assistência Social, Soraia Maria Garcia Nasser; Saúde, Marco Antonio Grandini Izzo; Assuntos Jurídicos, Donisete Garcia; Educação (interino), José Manoel dos Santos; Governo, Beto Alegri, diretores de Cultura, Rosemary Montoni; Esportes, Jair Morandi; Indústria e Comércio, João Romão, os vereadores José Orlando da Silva, Ariane Luongo Luz, Ifigência Maria Luiz de Oliveira, José Sidnei Schaid (Cocera Cabelo), Ana Cristina Poli, o deputado estadual José Cândido, o presidente da Cora Carlos Henrique Nicolau, o diretor da FAR Roberto Mattar, líderes de partido políticos, pré-candidatos, entre outros.

Ao fazer uso da palavra o presidente da Cora enfatizou que era uma conquista muito grande a inauguração de um espaço, que não é só dos catadores associados, mas sim de toda classe de catadores do município. "Nós conseguimos uma conquista enorme para a nossa classe, não só aos organizados, como também aos não organizados, porque o galpão será aberto a todos os catadores", disse agradecendo também a José Guerra Tomé, proprietário do antigo galpão que abrigava a Associação.

O presidente lembrou que a Cora, existente no município há pouco mais de três anos, teve a sua criação graças à parcerias firmadas com a FAR (Faculdade de Arujá) IESA e Prefeitura Municipal, através da sua Secretaria de Assistência Social, as quais iniciaram as primeiras discussões.

Falando sobre o início da Associação, o professor José Luis Carmanhães, representante da FAR, ressaltou que o projeto surgiu quando a faculdade estava em discussão com os alunos para criar a empresa Júnior. "Nessa época nós queríamos montar um projeto que ficasse diferente para Arujá e aí surgiu à idéia de montar a cooperativa de catadores. Visitamos outras cooperativas de catadores já existentes, procuramos a Assistência Social e começamos a cadastrar os catadores do município. Assim começou a surgir a Cora", contou.

Hoje a Cora conta com 22 integrantes associados, que ganham em média R$ 350,00. Graças a um convênio firmado com a Prefeitura Municipal, o qual segundo o Movimento Nacional dos Catadores (MNC) é o terceiro melhor do País, hoje a Cora conta com um caminhão compactador para coletar os resíduos recicláveis. Ainda graças à parceria firmada com a Associação, a empresa Stralu (que coleta o lixo úmido do município) ficou incumbida de disponibilizar um caminhão específico para lixo reciclável. Em 2004, antes de firmar o convênio, a Cora deixou de mandar para o aterro sanitário quatro toneladas de materiais recicláveis. Já em 2007 foram 92 toneladas, contribuindo assim com a preservação do meio ambiente.

Dignidade e Respeito

O novo galpão da Cora conta com uma estrutura de 330m² para o desenvolvimento das atividades dos catadores, é dividido com um amplo espaço para os mesmos triarem o material. Além disso, ainda conta com sanitários, cozinha, escritório e espaço externo.

Para Carlos, na nova sede eles poderão usufruir de uma prensa, balança digital e uma empilhadeira manual, que até então, pelo fato do outro local não ter energia elétrica, eles não tinham como utiliza-la. "Os maquinários foram cedidos pelo Movimento Nacional dos Catadores através do projeto Cata-Sampa, o qual é patrocinado pela empresa Petrobrás, mas nós não podíamos utilizar, pois lá não tínhamos energia elétrica. No nosso galpão temos energia elétrica e água", ressaltou o catador.

Carlos acrescenta que, com o novo galpão, será possível ampliar o número de catadores passando dos atuais 22 para 50 integrantes. Ele enfatiza que a meta é atingir a marca dos 50 catadores até o final deste ano. "Queremos aumentar também a renda mensal do catador para R$ 450. Hoje coletamos por mês 26 toneladas de resíduos recicláveis e pretendemos aumentar essa quantidade em cerca de 10% a 15 %", concluiu Carlos.


Fonte:  Jornal da Cidade Arujá