Prefeitura protege Meio Ambiente

Um bom exemplo a ser seguido é o trabalho da prefeitura da cidade, que através do programa Recicle, conseguiu que 70% dos 15 mil habitantes de Porto Real separem o lixo para reciclagem. Segundo o coordenador do projeto e técnico do meio ambiente, Paulo Moreira Almada, 80,8 toneladas de lixo foram separados no ano passado e em 2008 esse número poderá ultrapassar 100 toneladas. “A equipe do Recicle recolhe, em média, oito toneladas de lixo reciclável mensalmente na cidade. De janeiro a abril desse ano já foram recolhidas 31 toneladas”, revela, acrescentando que a próxima etapa é realizar o mesmo processo com parte do lixo produzido pelas indústrias locais. “Estamos aguardando a licença da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema) para começarmos a operar nas indústrias da cidade. Com isso, vamos aumentar muito a quantidade do lixo reciclado”, afirma.

De acordo com dados da Secretaria de Meio Ambiente, o volume de coleta vem aumentado desde que o programa foi implantado na cidade, em 2005. Apenas no primeiro ano, o Recicle recolheu, de setembro a dezembro, quatro toneladas de material reciclável. Esse volume foi o equivalente à média mensal recolhida ao longo de 2006 (52,5 toneladas). Em 2007, novos itens passaram a ser separados, como cobre, copos descartáveis, inox, laminado e alto impacto. Com isso, o total recolhido ultrapassou 80 toneladas e mais três separadores contratados.

Recicle gera emprego e renda

Segundo Paulo Almada, o programa Recicle gerou mais de 100 empregos diretos e indiretos. O programa conta com 70 agentes, exclusivamente mulheres, que a cada 15 dias distribuem gratuitamente em todas as residências da cidade, sacos plásticos de 100 litros específicos para a separação do lixo reciclável. Uma empresa contratada pela prefeitura faz a coleta com um caminhão duas vezes por semana (às terças e sextas-feiras). Ainda segundo o coordenador, em um galpão de 300 metros quadrados anexo a Secretaria de Meio Ambiente é realizado a triagem do material coletado. “São 11 pessoas fixas que trabalham na separação dentro do galpão”, diz, citando que no local existem duas prensas, uma esteira de dez metros, balança digital e dez caçambas para acondicionamento do material.

Os separadores, segundo Paulo, recebem o material misturado nos sacos que saem das residências e no galpão o lixo é despejado em uma esteira e separado pelo tipo de material. Depois disso, os materiais são colocados em contêineres e levados até a prensa, onde são prensados em fardos. Após esse processo, os fardos são pesados e vendidos.

Paulo explica que o dinheiro arrecadado com a venda do lixo para uma empresa privada credenciada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) é revertido para o Fundo Municipal de Preservação Ambiental da Prefeitura de Porto Real para a compra de mudas pela Secretaria de Meio Ambiente. O objetivo é reverter a falta de verde na cidade, que possui apenas 2% de Mata Atlântica preservada. O município, no ano passado, plantou mais de duas mil mudas de árvores para reverter esse percentual de cobertura de área verde.

Município aguarda verba estadual para educação ambiental

Com números de causar inveja quando se trata de reciclagem, a cidade pretende chegar a 95% do lixo doméstico reciclado. A meta é do programa Recicle, segundo o coordenador do projeto, Paulo Moreira Almada. O coordenador explica que atualmente 70% dos moradores separam o lixo para reciclagem.

De acordo com ele, os 30% da população que ainda não contribui para o trabalho de preservação ambiental deixam 3,6 toneladas de lixo reciclável seguirem misturadas ao lixo úmido produzido no município. Por isso, a Secretaria de Meio Ambiente espera uma verba do Estado pra cumprir a última etapa do programa de reciclagem: o investimento em Educação Ambiental. “Depois que obtivermos a verba estadual para investir em educação ambiental, acredito que possamos ampliar a consciência ambiental dos moradores e então chegar a quase totalidade do lixo reciclado no município”, diz.

Com o dinheiro, a prefeitura pretende organizar palestras e ensinar as pessoas como acondicionar corretamente esse material e como distingui-los de acordo com suas categorias. Dessa forma, a quantidade de lixo reciclável recolhida por mês aumentaria em 50%, atingindo 14 toneladas/mês, e quase toda a população estaria contribuindo com a coleta seletiva. Mas, de acordo com o Estado, não há previsão para a liberação do recurso.

Materiais recolhidos e cuidados

De acordo com o coordenador do projeto Recicle, Paulo Almada, os materiais que deve ser separados pelos moradores são: papelão, pet, pet óleo, pead branco, pead colorido, plástico misto, vidro, plástico cristal, papel misto, tetrapak, plástico duro, chaparia, alumínio, cobre, manteiga, sucata (ferro), copo descartável, inox, água, caixaria, alto impacto e laminado.

Segundo o coordenador, alguns cuidados devem ser tomados para facilitar o trabalho dos separadores como:

Não colocar nenhum tipo de material orgânico, como restos de comida, nos sacos;

Não pode colocar fralda descartável, papel higiênico, filtro de papel com pó de café e absorvente higiênico;

Lavar as caixas de leite longa vida e latas para que não sobre vestígios de alimentos. No caso do leite, por exemplo, após dois dias fica o odor de leite azedo;

Retirar sobra de óleo das latas e garrafas plásticas;

Cuidado ao colocar vidros para a coleta. A dica é embrulhar em jornal caso estejam quebrados. A medida evita acidentes para o coletor, que pode se cortar.

Coleta do Recicle nos bairros:
Às terças-feiras: Centro, Nova Colônia, Ettore, Jardim Real, Vila Real e Village
Às sextas-feiras: Bulhões, Freitas Soares e Fátima


Fonte:  Portal A Voz da Cidade