Santo André tem pirâmide de lixo de 862 metros de altura
Uma pirâmide de 862 metros de altura.
Este é o tamanho da montanha de lixo acumulado no aterro sanitário de
Santo André, único dos municípios do ABC paulista a ter um aterro
sanitário público. A capacidade de receber resíduos deve se esgotar até
o fim deste ano. A saída é incorporar mais terreno.
- Há uma área dentro do aterro, de 133 mil metros quadrados, que é
utilizada atualmente pela administração e estacionamento. Pedimos para a
Secretaria do Meio Ambiente licença para utilizar esse terreno também
para o acúmulo de lixo. Se for dada, teremos espaço para colocar lixo
até 2016 - diz Fábio Buonavita, coordenador de programas do Departamento
de Resíduos Sólidos da Secretaria de Infra-Estrutura da cidade.
Todos os dias chegam ao aterro Parque Gerassi 650 toneladas de lixo,
produzidas apenas em Santo André. O lixo seco retirado das casas vai
para uma cooperativa para a triagem e futura reciclagem. O aterro existe
desde 1986. Em doze anos, se esgotou.
Buonavita engrossa a fila dos que defendem que a Região Metropolitana de
São Paulo discuta rapidamente soluções para destinar o seu lixo. Do
contrário, os custos de coleta e destinação ficarão cada vez mais caros.
Em Nova York, por exemplo, onde não há espaço físico para aterro, o lixo
é enviado para a Virgínia, que fica a 500 quilômetros de distância. O
material vai de barco, o que eleva muito o custo da coleta.
A saída, segundo Buonavita, é adquirir tecnologia para eliminar o lixo
sem poluir o meio ambiente. Na Alemanha, um incinerador tem impacto tão
pequeno sobre o meio ambiente que os lixões podem ser instalados até em
áreas residenciais.
No Japão, ao contrário de fogo para incinerar o lixo, é usado vapor, em
um sistema chamado de autoclavagem (processo de desinfecção no qual os
resíduos são submetidos a temperaturas altíssimas).
Estimular a separação do lixo dentro de casa é uma necessidade urgente,
segundo Buonavita. Ele disse que a sociedade precisa adquirir essa
cultura o mais rapidamente possível. Ele lembrou que a reciclagem de
garrafas pet, que começaram a ser separadas nos últimos anos, já
garantem recursos para as cooperativas. A mesma coisa acontece com as
embalagens longa vida.
Fonte: Wagner Gomes (O Globo) |
 



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