Quatro lixões municipais são interditados pela CETESB
Em função das péssimas condições em que
têm operado, consideradas ambientalmente inadequadas, e de forma
persistente, os aterros de lixo municipais de Mongaguá, Itanhaém,
Itapecerica da Serra e Araras foram interditados pela Companhia de
Tecnologia de Saneamento Ambiental - CETESB. Os quatro lixões eram
reincidentes em não atender às determinações do órgão ambiental do
Estado de São Paulo, para melhorar as condições de recebimento dos
resíduos domésticos.
Os quatro municípios apresentavam histórico de autuações e, no
Inventário de Resíduos Sólidos de 2006, foram avaliados como
“Inadequados”, com notas 2,4; 3,5; 2,8 e 4,7, respectivamente, situação
que persistiu em 2007. Além das notas baixas, cada um dos lixões
interditados apresentava agravantes. Itapecerica da Serra está
localizada em área de manancial, enquanto Mongaguá e Itanhaém são
estâncias balneárias, e Araras despeja chorume diretamente em manancial.
A nota mínima para deixar a condição de inadequado é 6. Há outras duas
faixas de classificação dos aterros sanitários, que são Controlado, com
nota de 6,1 até 8, e o Adequado, com nota de 8,1 a 10, padrão ideal para
os aterros sanitários que seguem procedimentos de engenharia.
Segundo os dados de 2006, havia no Estado 143 aterros inadequados.
Destes, 29 foram considerados críticos, situação que levou a Secretaria
Estadual do Meio Ambiente a editar a resolução 50, na qual concede prazo
aos municípios para adotarem medidas contra o estado crítico dos
aterros. Entre os municípios que estão atendendo a resolução 50,
destacam-se Lucélia, Eldorado, Miracatu, Itapevi, Pinhalzinho e Piracaia.
Autuações
No decorrer dos últimos anos, a Prefeitura de Mongaguá sofreu 12
autuações, totalizando 21.100 UFESPs – Unidade Fiscal do Estado de São
Paulo, equivalente a R$ 313.868,00 pela disposição inadequada de
resíduos sólidos domiciliares no seu aterro. Já a Prefeitura de Itanhaém
sofreu 06 autuações da CETESB, pela disposição inadequada (em 2000,
2002, 2005, 2006 e duas em 2007), totalizando multas com valor de 9.007
UFESPs, equivalente a R$ 134.024,16.
A Prefeitura de Araras teve seu empreendimento autuado com 05
penalidades por disposição inadequada de resíduos (duas em 2002, duas em
2006 e uma em 2007) e três penalidades por funcionamento ilegal (em
2003, 2005 e 2007), além de um processo por não apresentar à CETESB
informações e documentos referentes à disposição de resíduos de serviços
de saúde no município. E a Prefeitura de Itapecerica da Serra acumulou
um total de multas no valor de 46.701 UFESPs, Unidade Fiscal do Estado
de São Paulo que representam R$ 694.919,88.
Projeto Ambiental Estratégico Lixo Mínimo
Visando a eliminação da disposição inadequada de resíduos domiciliares
no Estado de SP, extinguindo os lixões a céu aberto, aprimorar a gestão
de resíduos domiciliares, com a redução do seu volume e estímulo à
reciclagem, a Secretaria do Meio Ambiente implantou o Projeto Ambiental
Estratégico Lixo Mínimo. Este tem como meta a readequação dos aterros em
situação inadequada e melhoria dos aterros em situação controlada, além
da busca de soluções regionalizadas e integradas no Estado. A
normatização para readequação dos aterros inadequados foi iniciada com
publicado da Resolução SMA 50, que obriga os municípios que se encontram
em situação inadequada a apresentaram um plano de recuperação para seus
aterros.
A redução dos aterros inadequados, os lixões, é de fundamental
importância para a melhoria da qualidade de vida dos municípios. Os
lixões, por não contarem com projetos e planejamento adequado, são
responsáveis por perdas de recursos naturais, contaminação das águas
subterrâneas e do solo, além dos incômodos que causam pela emissão de
odores. Não bastassem os problemas ambientais, por disporem de farto
material alimentar, água abundante e propiciar abrigo seguro para
roedores e outros animais nocivos à saúde, causam desequilíbrio na
cadeia alimentar, ocasionando a expansão de vetores de doenças. Daí, a
importância do município contar com aterros adequados, que, quando bem
projetados e operados, tornam-se unidades de negócio como qualquer outro
empreendimento. Os resultados de um aterro sanitário operado
adequadamente refletem diretamente na qualidade de vida da população.
Fonte: Assessoria de Imprensa - Secretaria do Meio Ambiente |
 



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