G-8 promete cortar emissão de gases poluentes em 50%
Os ministros de Meio Ambiente dos sete
países mais industrializados e a Rússia, o chamado G-8, prometeram
reduzir pela metade, até 2050, a emissão de gases poluentes que causam o
efeito estufa, e destacaram que as nações mais desenvolvidas devem
assumir a liderança na luta contra o aquecimento global. Em declaração
ministerial produzida em encontro preparativo para que se concretizem
ações contra a mudança climática, na cúpula que realizará em Toyako
(Japão) em julho, o G-8 se absteve, no entanto, de prometer compromissos
firmes para uma redução dos gases poluidores a médio prazo, ou seja, até
2020.
O encontro ministerial de três dias, do qual participaram Japão, Estados
Unidos, Grã-Bretanha, Canadá, Alemanha, França, Itália e Rússia, além de
países observadores, também tentou impulsionar as negociações mais
amplas na Organização das Nações Unidas (ONU) para alcançar um novo
pacto mundial contra o aquecimento. "O principal resultado deste
encontro referiu-se à mudança climática: expressamos uma vontade
determinada de chegar a um acordo em Toyako, para reduzir as emissões de
gases poluidores à metade até 2050," disse o ministro do Meio Ambiente
do Japão, Ichiro Kamoshita. "As nações mais desenvolvidas precisam
mostrar liderança para chegar a esta meta". Somente os Estados Unidos
são responsáveis por 25% das emissões mundiais de CO2 (dióxido de
carbono).
A declaração dos ministros do G8, no entanto, também faz referências à
necessidade de os países em desenvolvimento reduzirem suas emissões de
gases poluidores nos próximos dez a vinte anos. Embora tenham assinalado
a necessidade de estabelecer metas a médio prazo, os ministros apenas
fizeram uma menção indireta a um estudo da ONU que assinala a
necessidade de os países mais desenvolvidos reduzirem entre 25% e 40% as
emissões, até 2020, a fim de evitar os piores efeitos do aquecimento
global.
Fonte: Agência Estado |
 



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