Reciclagem de garrafas PET pode movimentar R$ 200 milhões por ano, afirma
diretor
Mais de um mês após a liberação do uso do
plástico reciclado de garrafas tipo PET (usadas em refrigerantes) para
produção de embalagens de alimentos, nenhuma empresa obteve ainda a
licença para trabalhar nesse mercado, que segundo o diretor do Centro de
Estudos Socioambientais Pangea, Antonio Bunchast, tem potencial de
crescimento para movimentar quase R$ 200 milhões ao ano.
Segundo a Associação Brasileira da Indústria do PET, aproximadamente 51%
de todo esse material plástico é reciclado, deixando outras 184 milhões
de toneladas produzidas por ano nos aterros e lixões.
Para Antonio Bunchast, a resolução da Agência Nacional de Vigilância
Sanitária (Anvisa) que permite o uso do PET reciclado para produzir
embalagens de alimentos provavelmente irá aumentar a reciclagem desse
material. “A probabilidade é que aumente a coleta do PET por parte dos
catadores, já que vai haver um aumento da demanda desse produto”,
explicou Bunchast.
Ele considera a medida “positiva do ponto de vista ambiental e positiva
do ponto de vista da geração de trabalho e renda”. Porque não só “poupa
recursos naturais, mas se torna um negócio viável para cooperativas de
catadores de materiais recicláveis”.
Bunchast apontou ainda a importância da Política Nacional de Resíduos
Sólidos, que prevê a co-responsabilização dos produtores dos materiais
na coleta dos resíduos pós-consumo. Ele usou como exemplo o caso das
embalagens Tetra Pak, utilizadas em leite longa vida, e os copos
descartáveis, que não são reciclados devido aos altos custos para o
reaproveitamento.
“Não se pode produzir Tetra Pak de uma maneira difusa, sem um
planejamento de como se vai recuperar aquele resíduo na natureza
depois”, ressaltou.
Uma das empresas que pretende reciclar plástico PET para embalar
alimentos, a Bahia PET, já utiliza um sistema de reaproveitamento
aprovado na Alemanha. O diretor industrial, Waltencir Teixeira, explicou
que a técnica de reciclagem usada pela empresa começa com uma lavagem
química do material, depois passa por um processo de fusão a 280º C,
para então ser filtrado.
De acordo com o diretor, ao final do processo, o material está “tão
descontaminado quanto o material virgem”. Uma garrafa PET de plástico
reciclado custa cerca de 15% menos do que uma feita com outro tipo de
matéria-prima.
Fonte: Agência Brasil |
 



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