Famílias sobrevivem da coleta do lixo
Há quatro anos Cleonice Galvão e o marido
Sadir Galvão decidiram montar um comércio de sucatas e reciclagem em
Ji-Paraná. A idéia trazida de São Paulo, Capital, fez com que
posteriormente, famílias, empresas, escolas e igrejas firmassem parceria
com o projeto que vem retirando das ruas em torno de cinco mil quilos de
materiais recicláveis que seriam depositados no lixão do município.
A reciclagem na cidade é fonte de renda para cerca de 60 famílias,
segundo Cleonice. O catador trabalha reaproveitando os detritos
recicláveis, mas os materiais não são recolhidos no aterro controlado.
Quando separa-se os resíduos secos e úmidos, têm-se produtos triados e
limpos. Os materiais provenientes da coleta seletiva, gastam menos água
e energia para a limpeza. É obtido um produto final de melhor qualidade,
em que os restos de alimentos e os materiais passíveis de reciclagem não
estão misturados.
Os catadores também fazem um trabalho de conscientização com os
moradores, que separam o que seria lixo e os catadores passam
semanalmente nas residências.
A família Galvão acredita que há falta de incentivos governamentais para
essa atividade, além de investimentos maciços nesse setor, não só em
Ji-Paraná, mas no restante do País. “Como firma se cobra impostos.
Também não há incentivos do setor de Meio Ambiente do município e nem no
sentido de uma coleta seletiva”, reclamou Cleonice.
Segundo dados do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, o Brasil
recicla apenas 17,5% do plástico rígido. O resto acaba no lixo e leva
mais de 450 anos para se decompor. O plástico representa, em média, de
4% a 7% da massa de um lixão, mas ocupa de 15% a 20% do seu volume.
O primeiro passo para que exista a conscientização disso é perceber que
o lixo é fonte de riqueza. Muitas famílias vivem da reciclagem e o
comércio de reciclagem gera emprego para seis trabalhadores.
No depósito improvisado da família há todo tipo de material reciclável,
como papelão, papeis, ferro, alumínio, plástico, entre outros.
Mensalmente, é fretado um caminhão para levar as 15 toneladas de
materiais, já prensados, para uma indústria de reciclagem em São Paulo.
Para incentivar as pessoas a levarem o lixo doméstico até o depósito, um
caminhão é disponibilizado para ir até a residência da pessoa. O
telefone é o 3421-0173 ou 8407-5113.
Fonte: Folha de Rondônia |
 



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