Brasil recebe recursos para pesquisa de plástico verde
As maiores empresas do setor petroquímico
concederão ao Brasil mais de US$ 1,33 bilhão em investimentos destinados
à pesquisa e produção de plásticos verdes, derivados do etanol de
cana-de-açúcar e de glicerina.
Os dados do Instituto Socioambiental do Plástico, que apontam o Brasil
como líder na tecnologia dos plásticos "verdes", foram recolhidos de
empresas líderes do setor como Braskem, Dow Brasil, Nova Petroquímica e
Solvay, que tentam reduzir sua dependência do nafta para a produção de
resinas.
O uso do plástico como embalagem, em sua maioria no setor de alimentos,
aumentou muito nos últimos 20 anos, mas a massificação da sua utilização
recebeu críticas, como, por exemplo, no que diz respeito a sua
decomposição, que pode demorar até 500 anos. A pesquisa apontou que o
grau de reciclagem do Brasil, de 25%, é superior ao de países
industrializados como a Alemanha.
A Braskem obteve uma certidão mundial para a produção de polietileno de
etanol de cana-de-açúcar, com um investimento US$ 5 milhões e um projeto
de construção de uma nova fábrica avaliada em US$ 150 milhões. A Solvay
Indupa anunciou, por sua vez, um investimento de US$ 135 milhões para
fabricar aproximadamente 60 mil toneladas de resina para produzir
policloreto de vinil (PVC) de etanol.
Já a Dow Brasil, filial da matriz norte-americana, investirá US$ 1
bilhão no etanol de cana-de-açúcar como matéria-prima para as resinas
plásticas com a construção do primeiro pólo álcool-químico do mundo na
cidade de Santa Vitória, em Minas Gerais.
A empresa Nova Petroquímica, antiga Suzano Petroquímica, controlada
agora pela Braskem e Petrobras, fará um investimento de US$ 50 milhões
em uma fábrica piloto para produzir polipropileno a partir de glicerina
residual do biodiesel.
Fonte: Agência InvestNews |
 



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