Jaguariúna lidera ranking de proteção ao meio ambiente
Os municípios de Jaguariúna, Indaiatuba e
Campinas são os três primeiros colocados, nessa ordem, no ranking do
Índice de Desempenho Ambiental (IDA) da Região Metropolitana de Campinas
(RMC). Relatório inédito coordenado por uma comissão de três vereadores
da Câmara Municipal de Campinas, com a participação de técnicos, traz o
diagnóstico ambiental das 19 cidades.
O objetivo do trabalho é medir o nível de preocupação que as cidades têm
com as questões ambientais e servir de instrumento para o
estabelecimento de políticas públicas em favor da preservação do meio
ambiente.
Com notas de zero a dez em cada item, a primeira colocada recebeu 6,87,
seguida da segunda, com 6,25, e por Campinas, com 5,47, numa clara
demonstração de que muito ainda terá de ser realizado na região na
preservação ambiental. As três cidades da RMC pior avaliadas são
Cosmópolis (14º), Pedreira (13º) e Monte Mor (12º). As demais, algumas
delas empatadas, receberam notas que ficam entre 5,06 (Valinhos, Vinhedo
e Holambra) e 4,02 (Paulínia).
O IDA é dividido em três grupos: recursos hídricos e poluição
atmosférica (A); de destinação dos resíduos sólidos urbanos (B) e
preservação de áreas verdes (C).
Cada um desses itens tem subdivisões, onde são atribuídas notas de zero
a dez, dependendo de como cada categoria é tratada no município. O item
distribuição de água tratada recebe nota dez quando toda a cidade recebe
essa água. De 75% a 99%, a nota é 7,5; de 50% a 74% recebe nota 5 e
índices abaixo de 50%, é zero. Itens como afastamento de esgoto
domiciliar, tratamento de esgoto e poluição atmosférica entram na
composição do IDA.
A primeira colocada no ranking - Jaguariúna - tem notas elevadas no que
tange à qualidade da água e do ar. O município, de apenas 36,8 mil
habitantes, obteve nota máxima em dois quesitos em que se subdivide o
índice: o da qualidade de distribuição de água tratada para o consumo
humano e o da poluição atmosférica, medida pelo Índice Geral de
Qualidade de Ar em estações móveis operadas pela Companhia de Tecnologia
e Saneamento Ambiental (Cetesb) ou outros órgãos de igual capacitação
técnica.
Em dois outros itens ainda referentes ao grupo A - do tratamento de
esgoto domiciliar e da reciclagem de resíduos urbanos domiciliares, a
cidade obteve nota 7,5 em cada um. Na avaliação dos sete itens que
compõem o grupo B, Jaguariúna obteve três notas dez referentes à coleta
de resíduos sólidos urbanos domésticos (RSUD), à coleta e tratamento de
resíduos hospitalares e à destinação final dos resíduos sólidos urbanos
(RSU).
As piores notas da campeã no ranking - três zeros - são do mesmo grupo
B, em reciclagem de resíduos urbanos domiciliares; em compostagem de
resíduos RSU (inclui aparas e galharias), em reciclagem de entulho de
construção e em tratamento de resíduos industriais. Os zeros não
significam que ela não tenha nenhuma dessas preocupações; mostra apenas
que o índice está abaixo de 50%.
No grupo C, a nota mais baixa foi 5, que avalia a capacidade do
município em gerenciar e preservar a recuperação de matas ciliares. Nos
demais três itens do grupo - quantidade de áreas verdes (em metros
quadrados) por habitante, concentração de parques municipais urbanizados
e arborização urbana ela obteve 7,5 em cada.
Ranking das notas do IDA por cidade
1 Jaguariúna 6,87
2 Indaiatuba 6,25
3 Campinas 5,47
4 Valinhos/Vinhedo/Holambra 5,06
5 Artur Nogueira/Engenheiro Coelho/Itatiba 4,86
6 Nova Odessa 4,58
7 Sumaré 4,44
8 Santa Bárbara D´Oeste 4,37
9 Santo Antonio de Posse 4,23
10 Americana 4,16
11 Hortolândia/Paulínia 4,02
12 Monte Mor 3,95
13 Pedreira 3,67
14 Cosmópolis 3,47
Campinas
Em terceiro lugar no ranking e com mais de 1 milhão de habitantes,
Campinas saiu-se melhor no grupo A, em que recebeu um dez em poluição
atmosférica, dois 7,5 em distribuição de água tratada para o consumo
humano e tratamento de esgoto domiciliar e nota 5 em tratamento de
esgoto domiciliar, o que significa que o índice apurado está entre 50% e
74% do total.
No grupo B, de resíduos sólidos, Campinas ganhou três notas dez, um
cinco e três zeros. As notas mais baixas da sede metropolitana da RMC
mostram os itens em que ela mais deixa a desejar, concentrados na
reciclagem de resíduos sólidos urbanos domiciliares; reciclagem de
entulho de construção e no tratamento de resíduos industriais.
Ainda no grupo B, Campinas recebeu nota 5 em compostagem de RSU o que
significa que a qualidade de destinação e reaproveitamento de matérias
orgânicas como adubo orgânico para agricultura e paisagismo está entre
apenas 10% e 19% do total. Nos demais itens do grupo B, a cidade teve
três notas 10: em limpeza urbana, coleta e tratamento de lixo hospitalar
e destinação correta dos resíduos sólidos gerados no âmbito do
município.
No grupo C, que agrupa quatro itens de preservação de áreas verdes,
Campinas também fica devendo nas questões de recomposição das matas
ciliares e quantidade de áreas verdes, dois itens em que obteve zero. Os
mais bem avaliados dizem respeito à concentração de parques municipais
urbanizados, com nota 5. Em arborização urbana, a cidade recebeu 7,5, o
que mostra que o município tem uma área arborizada equivalente a um
índice entre 50% a 99% do total.
Fonte: Cosmo On Line |
 



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