Consumidores dos EUA ainda hesitam em reciclar eletrônicos
Verde talvez seja o novo preto, mas
muitos consumidores dos Estados Unidos não estão reciclando seus velhos
aparelhos eletrônicos, apesar das promessas de várias organizações
quanto a maneiras simples de eliminar resíduos eletrônicos.
Colocar computadores, televisores e celulares no lixo é prática cada vez
mais reprovada, e Estados como Massachusetts proíbem que aparelhos
eletrônicos sejam jogados no lixo.
Como resultado, as autoridades locais nesses Estados organizam eventos
nos quais aparelhos velhos podem ser entregues para reciclagem gratuita,
e empresas e organizações de caridade de todo o país oferecem serviços
de coleta e reciclagem de eletrônicos velhos.
Mas embora a maioria dos consumidores norte-americanos pareçam aprovar a
reciclagem, muitos deles não a praticam. Stephen Baker, do grupo de
pesquisa de mercado NPD, faz idéia do motivo.
"As pessoas não o fazem porque são preguiçosas. Quando chega a hora de
agir, não há incentivo. A maioria das vezes, se livrar dos aparelhos
custa dinheiro, e mesmo que não custe o consumidor teria de tomar uma
atitude", disse Baker.
Os consumidores dos EUA gastarão 171 bilhões de dólares em 500 milhões
de aparelhos eletrônicos, em 2008, elevando ainda mais a pilha de 2,9
trilhões de dólares em itens como televisores, computadores e celulares
que estão em operação, de acordo com a Consumer Electronics Association.
Muitos desses aparelhos serão adquiridos para substituir modelos
existentes. Muita gente diz que vai manter os modelos substituídos para
repassá-los a parentes. Os consumidores mais empreendedores e mais
informados sobre a Internet muitas vezes os colocam à venda em sites
como o eBay.com e o craigslist.org.
Mas embora a porcentagem de produtos eletrônicos velhos jogados no lixo
possa ter caído a 19 por cento em 2007, ante 21 por cento em 2005, de
acordo com a associação, consumidores dos EUA ainda jogam fora milhões
de aparelhos como televisores e computadores, em companhia de suas
embalagens de café e de doces.
Fonte: Reuters |
 



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