Casa de plástico conquista mercados
A MVC fechou um contrato de venda para o Caribe, que prevê o envio de 1,2 mil casas nesse ano. A MVC Componentes Plásticos Ltda., do grupo Marcopolo, espera quintuplicar a produção dedicada ao setor de construção civil nesse ano. A CasaPrática, modelo de habitação desenvolvido pela empresa, que utiliza estrutura metálica e plástico reforçado, deverá vender mais de 1,5 mil unidades em 2006, contra 300 casas vendidas no ano passado.
A MVC acaba de fechar um contrato de exportação para o Caribe, que prevê o envio de 1,2 mil casas nesse ano e mais 2 mil em 2007. A empresa, que já exporta para Angola e Porto Rico, deve começar a explorar os mercados da Venezuela, Senegal e América Central, de acordo com Gilmar Lima, diretor-geral. Além disso, está em fase de homologação da CasaPrática na Flórida (EUA), o que deverá abrir o mercado norte-americano no médio prazo. No Brasil, a MVC desenvolve postos de atendimento nesse modelo para a Gol Linhas Aéreas, escolas e quartéis.
Apesar da ampliação dos negócios no exterior, Lima diz que os projetos de exportação atrasaram um pouco por causa do processo de aprovação do modelo de habitação nos outros países. "Isso prejudicou um pouco nosso ritmo de crescimento em 2005. A MVC esperava crescer 25%, mas encerrou o ano com 14%.", diz.
Preço atraente
No mercado externo, o metro quadrado da CasaPrática é vendido entre US$ 220 e US$ 250. Como a empresa desenvolveu modelos de 36 m², 42 m² e 63 m² os preços variam, em média, entre R$ 17 mil e R$ 35 mil. Lima informa que devido à aceitação de casas maiores, a empresa tem intenção de trabalhar com espaços acima de 70 m² a partir desse ano.
A casa tem paredes formadas por painéis plásticos, em forma de sanduíche, que se encaixam uns aos outros. A parte externa é de plástico reforçado (fibra de vidro) e a interna é lã de rocha e outros componentes.
A companhia, que além do mercado de habitação, atua no fornecimento de componentes plásticos, dentre outros, para os setores automotivo, de refrigeração e de aviação, registrou faturamento líquido de R$ 120 milhões em 2005. Desse volume, 15% vieram do segmento da construção civil.
Atualmente a maior parte do bolo, 80%, vem do segmento automotivo. Mas a empresa quer reduzir a dependência desse setor, segundo Lima. "Em três anos, as vendas para o segmento automotivo deverão diminuir para 40% e a área de construção subir para 40%. O restante virá desses setores de alta tecnologia", diz. Até lá pretende elevar para R$ 300 milhões suas receita líquidas.
A empresa, que tem sede e fábrica em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, possui ainda outras duas plantas industriais no País, localizadas em Catalão (GO) e Caxias do Sul (RS).
Fonte: Cristina Rios (Gazeta Mercantil / Gazeta do Brasil) |
 




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