Intermediários chegam a ganhar 150% com
a revenda dos materiais
A matéria-prima coletada pelos catadores nas ruas, em
condomínios, comércio e escolas é a de menor valor na cadeia produtiva do lixo
reciclável. Os intermediários chegam a ganhar até 150% a mais que os catadores, com a
revenda de latinhas de alumínio por exemplo.
Esse produto, que alcança o melhor preço no mercado de recicláveis, é vendido pelo
catador a R$ 3,50 o quilo, e revendido a R$ 4,50 pelos intermediários, segundo o preço
médio praticado.
O papelão, principal resíduo coletado nas ruas, sai das mãos do catador a R$ 0,18 o
quilo, que chega a R$ 0,28 na revenda, valorização de 55%.
As quatro associações de catadores existentes na Grande Vitória enfrentam dificuldades
para melhorar seu produto. "O preço do material caiu muito. E a quantidade
diminuiu", observa Jocenir Lopes, 49 anos, da Recuperlixo, na Serra.
Em Nova Rosa da Penha, Cariacica, a associação fundada há dois anos funciona em um
terreno, ao lado da Rodovia do Contorno.
"Um galpão foi prometido várias vezes pela prefeitura. Estamos ao léu e queremos
trabalhar, mas as empresas que traziam material para a gente separar foram multadas",
queixa-se o presidente da associação, Claudionor Paulo da Silva.
Em Vila Velha, o problema é a falta de espaço para estocagem. "A gente quer ter
mais espaço para armazenar os produtos, como as garrafas pet, que ocupam mais
espaço", disse Merisvaldo de Jesus Ribeiro, 44 anos.
Fonte: Jornal do Meio Ambiente
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