Brasil recicla 98% das latinhas de alumínio de bebidas

O índice de reciclagem das latinhas de alumínio de bebidas no Brasil atingiu 97,9% em 2015, com um total de 292,5 mil toneladas de latas recicladas, quase a totalidade das embalagens colocadas à venda. Os dados são da Associação Brasileira do Alumínio (Abal) e da Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade (Abralatas).

De acordo com as duas entidades, somente na coleta da latinha foram injetados cerca de R$ 730 milhões na economia brasileira. “O valor equivale a quase um milhão de salários-mínimos por ano, confirmando a importância da reciclagem para a geração de emprego e renda para os catadores de materiais recicláveis”, destacou o coordenador do Comitê de Mercado de Reciclagem da Abal, Mario Fernandez.

Segundo a entidade, a reciclagem das latinhas consome apenas 5% da energia que seria utilizada para a produção das mesmas a partir do alumínio primário, extraído da bauxita. “A economia de energia gerada nessa reciclagem atenderia à demanda residencial anual de energia de um estado como Goiás”, disse Fernandez.

 

 

 

(Fonte: http://www.bonde.com.br/bondenews/nacional/brasil-recicla-98-das-latinhas-de-aluminio-de-bebidas-426553.html)

Números da gestão de resíduos no Brasil após 6 anos de PNRS

Na primeira semana de agosto, completaram-se seis anos da Lei nº 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) no Brasil. Ela foi assinada por 22 associações e mais de quinhentas empresas.

É certo que houve avanços, mas a realidade do país nos mostra que ainda estamos longe do ideal, com base em números e fatos assustadores, como a quantidade de lixões a céu aberto ainda em funcionamento ou a baixa taxa de pequenos municípios que não apresentam nenhuma ação de coleta seletiva junto à população.

A Revista ARes, produzida pela Grappa Marketing Editorial, vem desde o ano passado publicando uma série de reportagens, entrevistas, artigos e estudos que trazem o tema à discussão, abordando a situação atual da gestão de resíduos no país e sinalizando possíveis caminhos para a rápida evolução do cenário atual.

Para marcar o sexto ano da PNRS, separamos alguns dos principais números do setor, divulgados pela Abrelpe em seu Panorama de Resíduos Sólidos no Brasil – 2014. Vale a reflexão.

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(Fonte: revistaares.com.br/2016/08/05/numeros-da-gestao-de-residuos-no-brasil-apos-6-anos-de-pnrs/)

O consumismo e a geração de resíduos sólidos

Estamos diante do esgotamento acelerado dos recursos naturais – a cada ano a sobrecarga da Terra ocorre mais cedo. A sobrecarga da Terra é um cálculo feito para monitorar a Pegada Ecológica das cidades do mundo inteiro, e mostra que a cada ano o consumo dos recursos naturais pelo ser humano ultrapassa o tempo de regeneração da natureza. Desde o ano de 2.000, a data tem surgido cada vez mais cedo: de 1º de outubro em 2000 a 13 de agosto em 2015.

A Pegada Ecológica do Brasil é de 2,9 hectares globais por habitante, indicando que o consumo médio de recursos ecológicos do cidadão brasileiro é bem próximo da média mundial (2,7 hectares globais por habitante). Isso significa que se todas as pessoas do planeta consumissem como o brasileiro, seria necessário 1,6 planeta para sustentar esse estilo de vida. A média mundial é de 1,5 planeta. Ou seja, estamos consumindo 50% além da capacidade anual do planeta.

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Para evitar um colapso dos recursos naturais que são a nossa fonte de sobrevivência, precisamos avaliar e repensar nossos hábitos de consumo. E adotar uma postura mais responsável, de forma que possamos viver de acordo com a capacidade ecológica do Planeta.

Consumindo da forma como estamos, a geração de resíduos se torna um grande problema, pois ainda estamos em passos lentos para o adequado tratamento dos resíduos, utilizando sua possível potencialidade para gerar outros benefícios sociais e ambientais.

A geração de resíduos sólidos está diretamente ligada aos padrões culturais, renda e hábitos de consumo da sociedade, sendo este último uma das principais causas da grande quantidade de resíduos, resultado de uma sociedade que transforma supérfluos em necessidades por meio de um consumo desmedido. Muitos representantes das indústrias e do comércio não se preocupam com o problema, como a utilização deembalagens inadequadas, desperdiçando material e provocando consequente degradação ambiental.

Um cenário crítico se apresenta atualmente. Conforme se desenvolve economicamente uma sociedade, aumentando o seu padrão de vida e consequentemente de consumo, mais prejudicado fica o meio no qual está inserida esta sociedade em virtude da elevada geração de resíduos.

Para alcançar uma solução, é necessário que as ações se iniciem com a prevenção. A redução na fonte e a minimização de resíduos, com o reuso e a reciclagem de materiais, compõem este sistema de prevenção que pode ser adotado tanto pelas indústrias e comércios como pelo cidadão em geral dentro do sistema urbano. As indústrias e os comércios podem alterar seus materiais, processos, tecnologias e práticas operacionais. Já o cidadão pode fazer valer o seu papel de consumidor consciente e mudar padrões e hábitos de consumo.

Em conjunto a estas ações deve estar uma gestão integrada dos resíduos, incentivada e organizada por órgãos competentes e responsáveis a fim de valorizar a não geração, a minimização e a disposição final adequada.

Outra ação importante é a de adotar a educação ambiental como política para sensibilizar e conscientizar a sociedade para agir de maneira mais reflexiva com relação aos resíduos sólidos e consequentemente aos padrões ideais de consumo a serem adotados.

Todos estes pontos são abordados pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n°12.305/2010), mas como observado, estamos ainda a passo lentos para alcançarmos um sistema adequado para esse tema. É preciso a colaboração de todos, governo, indústria, comércio e cidadãos em geral, principalmente na redução da geração de resíduos, pois não adianta apenas o tratamento dos resíduos, uma vez que o consumismo está aumentando cada vez mais. Nós cidadãos não precisamos esperar o governo, devemos mudar nossa forma de atuar positivamente para esta questão. E a empresa deve estar atenta a esse novo consumidor que está cada vez mais questionando as formas de produção e adotando cada vez mais o Consumo Sustentável.

(Fonte: https://revistaares.com.br/2016/07/05/artigo-o-consumismo-e-a-geracao-de-residuos-solidos/)

Máquina de reciclagem troca 72 latinhas por uma passagem de ônibus em SP

A start-up de soluções sustentáveis Triciclo é dona da Retorna Machine, máquina que recolhe garrafas PET e latinhas de alumínio para reciclagem e, em troca, dá créditos para serem usados na conta de luz ou no Bilhete Único.

Em menos de um ano, as 17 máquinas espalhadas por São Paulo já coletaram mais de 300 mil embalagens, totalizando cerca de quatro toneladas de garrafas PET e aproximadamente duas toneladas de alumínio. Com isso, mais de R$ 6.000 foram revertidos em bônus nas contas da AES Eletropaulo e na recarga do cartão de transporte público.

As máquinas estão instaladas em estações do metrô (Pinheiros, Faria Lima e Sé), em supermercados e em alguns prédios e estabelecimentos comerciais.

“O negócio funciona como um programa de fidelidade. O usuário se cadastra na própria máquina, no site ou no aplicativo e acumula pontos”, diz o sócio Felipe Lagrotta Nassar Cury, 26.

72 latinhas ou 109 garrafas por uma passagem

Cada garrafa PET (de qualquer tamanho) vale 10 pontos, e cada latinha vale 15. A cada 100 pontos, o usuário ganha R$ 0,35 centavos de crédito no Bilhete Único ou R$ 0,27 na conta de luz. Ou seja, para ganhar o valor correspondente a uma passagem de metrô ou ônibus, que custa R$ 3,80, é necessário acumular cerca de 1.085 pontos, o que dá 72 latinhas ou 109 garrafas PET.

Há um limite diário para o acúmulo de créditos, de até dez embalagens por usuário. “Fizemos isso para evitar que uma única pessoa usasse toda a capacidade da máquina. O que for colocado acima do limite é convertido em crédito para ONGs [organizações não-governamentais]. Assim, damos mais um benefício social.”

Os créditos são bancados pela venda das embalagens usadas para empresas privadas de reciclagem ou cooperativas. O faturamento, que não foi divulgado, vem da venda de ações de marketing para empresas, como o Carrefour e a CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

No caso do Carrefour, a máquina coleta embalagens de desodorante aerossol e dá voucher de 30% de desconto em um desodorante da Unilever. Com a CBF, fizeram uma ação pontual para promover um campeonato nas regiões Norte e Nordeste. A cada três resíduos depositados, a pessoa ganhava um ingresso para as partidas.

Quer coletar outros materiais e crescer

A Retorna Machine pode coletar outros tipos de material, como as embalagens aerossol e até garrafas de vidro. Porém, há o risco de quebrar o vidro, por isso, a empresa está investindo no desenvolvimento de uma solução específica.

A meta é ampliar a presença das máquinas na região metropolitana de São Paulo, antes de ir para outros Estados, e também diversificar os materiais coletados.

“Também podemos coletar embalagens cartonadas, como caixas de leite ou suco. A ideia é instalar compactadores nas máquinas para potencializar a coleta. Não fizemos isso no começo por medo de vandalismo. Se alguém colocasse uma pedra, por exemplo, poderia danificar. Mas não tivemos nenhum caso até agora”, afirma o sócio.

Ele diz que é possível controlar remotamente e em tempo real a capacidade de armazenamento da máquina, o que ajuda a programar as coletas. São recolhidos, em média, oito quilos de material a cada esvaziamento, cerca de 750 unidades de embalagens mistas, segundo Cury.

A frequência da retirada depende do ponto. Na estação da Sé, por exemplo, o ponto de coleta mais movimentado, é feita duas vezes ao dia. Em prédios comerciais, com menor fluxo de pessoas, o material é recolhido a cada três dias.

A primeira máquina foi inaugurada em setembro de 2015. O negócio levou cerca de nove meses para tomar forma e foi inspirado em soluções similares do exterior. “Na Europa e na Ásia, há muito subsídio do governo para isso. Aqui, precisamos adaptar para ser atraente para empresas privadas e para o cliente final”, diz o empresário.

Retorno para o usuário é pequeno

Para Vinck de Bragança, gerente da ABStartups (Associação Brasileira de Start-ups), a proposta de negócio da empresa é boa, porém, ela acredita que deveriam investir mais na educação do público sobre a importância da reciclagem.

“O retorno financeiro é baixo para o usuário. Não é prático carregar recicláveis todos os dias, que são volumosos, para depositar na máquina. O bônus é um pequeno incentivo, o principal ganho é o benefício ambiental, e isso deve ficar claro para as pessoas”, afirma.

Ela também considera o modelo de negócio difícil, pois as empresas que investem em ações de marketing relacionadas à sustentabilidade não são maioria. “Em geral, são empresas que têm verba de marketing grande, ou seja, de companhias de grande porte. Ainda assim, não é a principal utilização dessa verba”, declara.

Sir Company na Feira ABAD

A Sir Company, mais uma vez, participou da Convenção Anual do Atacadista Distribuidor (ABAD) é reconhecida como um dos principais encontros do trade do Brasil e considerada o maior evento do segmento na América Latina. Com um espaço privilegiado para realizar negócios, fortalecer novos relacionamentos e ampliar o networking entre profissionais do setor, a ABAD reúne em um só lugar os gigantes da indústria com os maiores atacadistas distribuidores nacionais e o varejo, promovendo um encontro focado na qualidade e produtividade. O evento conta com a presença de autoridades governamentais e outros profissionais ligados à cadeia de abastecimento.

Rio 2016 anuncia parceria com catadores para reciclagem de lixo nas arenas

A Olimpíada Rio 2016 será a primeira na história dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos em que catadores de materiais recicláveis farão coletiva seletiva dentro dos locais de competições. De acordo com o Projeto de Reciclagem Inclusiva: Catadores nos Jogos Rio 2016, equipes de catadores, formadas por 240 membros de 33 cooperativas e três redes, farão a pré-seleção de materiais no Parque Olímpico na Barra da Tijuca, em Deodoro e nos estádios do Maracanã e Engenhão.

Lançado pela Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro, Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego e Autoridade Pública Olímpica (APO), o projeto faz parte do Programa de Reciclagem nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos e é operacionalizado pelo projeto Catadores em Rede Solidária (CRS), da Secretaria de Estado do Ambiente, dentro do Programa Ambiente Solidário.

Os resíduos retirados dos complexos esportivos pelos garis da Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) serão levados a um local denominado compound (área delimitada), onde as equipes de catadores farão a pré-reciclagem, conforme informou hoje (1°) o coordenador do Programa Ambiente Solidário, Ricardo Alves.

Geração de renda

“Esse material será encaminhado para uma central da própria cooperativa dos catadores, onde será feita a reciclagem. Tudo será vendido e o valor obtido reverterá para a própria categoria dos catadores”.

Segundo Alves, o programa garante aos catadores a oportunidade de geração de renda e expertise. Além disso, faz a logística reversa do material, a partir da reciclagem, “que é a destinação correta do produto. Não está indo para o aterro.”

O coordenador não tem dúvida de que, a partir da Rio 2016, a categoria dos catadores estará apta a participar de qualquer outro grande evento. “Eles estarão cacifados. A Olimpíada é o maior evento do planeta. Depois disso, eles conseguirão participar de  qualquer outro mega evento.”

Meio ambiente

Ricardo Alves sugeriu que as demais prefeituras brasileiras podem utilizar esse serviço, por meio do Programa Ambiente Solidário, para fazer a reciclagem do material, “que ajuda muito o meio ambiente”.

Alves informou que ainda esta semana será iniciado um monitoramento transparente do material reciclável recolhido. “Estará no site da secretaria, do Comitê Rio 2016 e de outras entidades que participaram do programa chamado Placar da Reciclagem, que dirá quantas toneladas são tiradas por dia e qual o tipo de material”. A expectativa é que sejam recolhidas nos quatro locais de competições cerca de 3,5 mil toneladas de materiais por dia.

O placar revelará também a equivalência do material reciclado coletado nas arenas em relação à quantidade de árvores plantadas e de metros cúbicos de água preservadas, por exemplo. “É uma cadeia que faz parte do programa ambiente solidário. É a questão ambiental com a geração de renda para os catadores”.

Educação ambiental

Ainda durante os jogos, cerca de 50 ou 60 catadores, escolhidos entre a equipe de 240, participarão de uma ação de educação ambiental com o público, para o qual distribuirão orientações em português e inglês sobre como separar o lixo de forma adequada.

Além de ficar com o valor total de venda do material reciclável, os catadores receberão diária mínima de R$ 80 pelo serviço nas arenas.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/rio-2016/noticia/2016-08/catadores-selecionarao-material-reciclavel-dentro-das-arenas-da-rio-2016

O Que Eu Posso Reciclar?

 

Por que é a reciclagem é tão importante?

Há uma abundância de fatos lá fora, porque a reciclagem é importante. A população mundial está crescendo, não diminuindo, e, atualmente, cada ser humano acrescenta desperdício significativo para o planeta sobre sua vida. Só em Nova York, as pessoas produzem lixo suficiente em um dia para preencher todo o edifício Empire State. O frustrante é, na maioria dos países desenvolvidos não é tudo muito difícil de fazer a diferença. E o que é uma diferença que podemos fazer. Se todos reaproveitado sua cópia de uma única edição do The New York Times , poderíamos economizar 75.000 árvores.

O que exatamente é a reciclagem?

Reciclagem envolve, basicamente, transformando materiais usados que são rotulados como reciclável até a sua instalação de resíduos local designada em um recipiente de descarte de materiais recicláveis “” a serem tomadas e reutilizados como material para um novo propósito. Um produto reciclável é rodado para trás para uma forma em bruto que pode ser utilizado para criar um produto novo e diferente. Não são apenas os recursos naturais limitados, mas os esforços de reciclagem pode reduzir significativamente o desperdício adicional que não só vai prejudicar o planeta hoje, mas as gerações futuras também. Os recursos naturais do nosso planeta Terra são limitados por isso devemos fazer o máximo para conservar, reciclar e reutilizar sempre que possível.

O que eu posso reciclar?

O que você pode reciclar depende de sua área, nem todos os materiais pode ser reciclado.Verifique com o seu centro de reciclagem local para descobrir o que você pode e não pode reciclar. Você vai notar que os produtos recicláveis são rotulados com números de 1 a 7, sendo 1 o mais reciclável, e 7 é o menos reciclável. Além disso, verifique com sua cidade para se certificar de que você tem os recipientes de descarte corretos disponíveis para garantir que seus esforços estão sendo bem aproveitados e indo para o centro de reciclagem em vez do aterro você está trabalhando tão duro para evitar!

Comprar produtos feitos de materiais reciclados

Sem dúvida você está ciente até agora por que isso é tão importante. No entanto, o esforço envolve não só a reciclagem de produtos existentes, mas a compra de produtos que já foram reciclados. Hoje, graças a um forte impulso no movimento verde recentemente, você verá mais e mais produtos feitos de materiais reciclados.Para comprar produtos feitos de materiais reutilizados, basta olhar para um símbolo de reciclagem e linguagem na embalagem do produto. A cada dia os fabricantes estão encontrando novas maneiras de criar itens que são recicláveis, incluindo toalhas de papel, caixas de papelão, embalagens plásticas, pastéis, cartuchos de tinta, tintas, material de jardim, como mangueiras, móveis, papel de parede, e até latas de lixo. E não se esqueça da embalagem. Muitas vezes, é demasiado grande para o interior do produto e utiliza materiais não reciclado. Este é um desperdício e devem ser minimizados, bem ao fazer uma decisão de compra. Votar com sua carteira é uma das melhores maneiras de fazer um impacto ao enviar uma mensagem clara para as empresas que fabricam esses produtos como para o seu desejo de ter mais atenção para reciclar-friendly produtos.

Maneiras de reduzir a quantidade de lixo Você Criar

Outra forma de ajudar o planeta é simplesmente reduzir a quantidade de materiais não recicláveis você joga fora. O que é uma boa maneira de fazer isso?

  1. Uma das maneiras mais eficazes para nos ajudar a trazer o seu próprio saco de pano reutilizáveis para comprar mantimentos. Se você esquecer, insistem no papel, e embalar tantos bens em um saco possível, sem dupla ensacamento.
  2. Tente reduzir a quantidade de embalagens que você compra através da compra de produtos a granel.
  3. Tem nenhum declarações de papel que normalmente são enviados para você – tais como contas, demonstrações financeiras, boletins informativos, etc. – e-mail para você em seu lugar.
  4. Comprar produtos que são embalados em caixas de papelão ou papel bordo em vez de isopor.
  5. Tente evitar itens descartáveis, como pratos de papel, copos e utensílios de cozinha.
  6. Quando embrulhar presentes, optar por dom sacos reutilizáveis em vez de papel de embrulho – ou talvez até mesmo reutilizar papel de embrulho.

A compostagem é uma outra maneira de reduzir o lixo

A compostagem é o passo simples de pôr de lado os seus repiques de frutas e poços juntamente com outros resíduos de alimentos que não contém óleos ou carne e, em seguida, colocá-lo em uma pilha de compostagem. Isto não só irá criar uma cozinha com cheiro muito mais limpo, mas também produzir grandes nutrientes para o seu jardim.

Leia mais http://meioambienterio.com/2016/07/17966/o-que-eu-posso-reciclar/

Projeto transforma lonas descartáveis em peças de roupa

No conto de fadas, uma abóbora pode se transformar em uma carruagem e panos esfarrapados viram lindos vestidos. Mas, e se isso fosse possível? Pois, bem. Pode ser. Lembra daquela lona que cobria o show? Agora, ela pode ser uma bolsa, uma sandália ou um móvel arrojado para sua casa. Ontem, as designers Luciana Galeão e Márcia Ganem apresentaram algumas dessas peças. 

Confeccionadas dentro do Projeto Iaô Design, da Fábrica Cultural, cerca de 40 peças foram construídas com lonas descartáveis, entre outros materiais que, a princípio, não tinham valor. Eles foram transformados em peças assinadas por profissionais da moda. 

Segundo a diretora de Projetos da Fábrica Cultural, Teresa Carvalho, cerca de 200 profissionais participaram do projeto, desde que ele começou a ser gestado, há nove meses. “O desafio era montar coleções a partir de lonas plásticas, ortofônicas e banners de publicidade que são descartáveis, gerando aproveitamento de resíduos e inclusão socioeducativa de pessoas”, disse.

As peças foram expostas para artesãos, empresários e profissionais do mundo da moda na sede da cooperativa de tecelãs Coopertextil, no Pelourinho – responsável pela confecção de parte das peças – e na casa de Castro Alves, no Santo Antônio Além do Carmo. Um núcleo de carpinteiros também atuou na produção. 

Uma das preocupações da designer Luciana Galeão era que as peças fossem fáceis de vender. “Para um trabalho que envolve sustentabilidade, se ele não respeita esse ciclo, de ser ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável, ele não faz sentido”, comentou. 

Entre as obras desenhadas pela artista estão bolsas, sandálias, almofadas e outros acessórios. Já a designer Márcia Ganem destacou o cuidado adotado com o material. “Todo processo de inovação exige cuidado. Então, foi feito um filtro na lona que bloqueia a perda de cor e evita que ela desbote quando estiver exposta ao sol, por exemplo”, ilustrou. 

Segundo Helio Tourinho, gerente de Relações Institucionais da Braskem, empresa que patrocina o Iaô Design, “o fato de ser um projeto inovador, usando o plástico como produto de moda, é importante e inovador”. 

Em setembro, será montada uma loja no Salvador Shopping para vender as peças. Até lá, mais pessoas serão empregadas na produção em grande escala, dando vida ao que não era nada, como num contos de fadas.

Usina de reciclagem transforma bituca de cigarros em papel

A cidade de Votorantim (SP) se tornou a primeira do Brasil a ter uma usina de reciclagem de bitucas de cigarro. O projeto 100% nacional, desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Brasília, transforma o material em papel. O município já tem inúmeras caixas coletoras dos resíduos, o que facilita o descarte ecologicamente correto das bitucas.

Uma vez por semana, funcionários fazem a coleta das bitucas nos pontos de descarte. No total são 2.600 caixas em 17 municípios. Por mês são coletados 130 quilos. A engenheira ambiental Daniela Ribeiro explica a importância de se retirar da meio ambiente esse produto. “A bituca no solo vai causar alteração na qualidade da terra, assim como da água, se for descartada na água. Isso é ruim para o ecossistema, como a fauna e flora.”Já na usina, o material passa por uma triagem. Depois, as bitucas são colocadas em uma espécie de caldeirão com água e uma solução química, que faz a desintoxicação.

Depois de 5 horas fervendo a 100ºC, a mistura descansa e se resfria. Só depois é peneirada e lavada em tanques. Desse processo sai uma massa celulósica. A ideia da reciclagem é do diretor industrial Marcos Poiato, que trabalhava na indústria farmacêutica e percebeu o nicho de mercado.”Com o sucesso da lei antifumo, as pessoas começaram a jogar mais do que já jogavam os resíduos dos cigarros nas calçadas e ruas. Foi onde bolamos esse processo todo”, destaca.

Ao todo, com 25 bitucas, é possível fazer uma folha de papel, utilizada em atividades pedagógicas. Os profissionais da usina também realizam palestras de educação ambiental na rede municipal de ensino para conscientizar a população.

“As pessoas se envolvem nesse tipo de trabalho e fecha um ciclo muito interessante, além de todo o aspecto ambiental, tem a geração de emprego, com artesanato”, diz o secretário do meio ambiente da cidade, Ricardo Naccarati. As informações são do G1.

(Redação – Agência IN)

 

Aquecimento global compromete condições de trabalho

Economias emergentes enfrentam perdas de 10% nas horas trabalhadas por causa da deterioração das condições térmicas nos locais de trabalho devido às mudanças climáticas. As perdas estimadas representam consequências adversas de uma escala semelhante à produção econômica, ou PIB, para uma ampla gama de países em desenvolvimento, incluindo Índia, Indonésia e Nigéria. Reforçar os planos atuais sob o âmbito do Acordo de Paris para cortar as emissões de gases de efeito de estufa reduz significativamente o impacto econômico e sobre a saúde pública da escalada de calor nos locais de trabalho.

Estas são algumas das conclusões do estudo “Mudanças climáticas e trabalho: impactos do calor nos locais de trabalho”, lançado na sede da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, em conjunto com os 43 países-membros do Fórum dos Vulneráveis ao Clima, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a OIT, a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a Organização Internacional de Empregadores (OIE), UNI Sindicato Global, a Confederação Sindical Internacional (CSI), ACT Alliance e com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O relatório classificou o calor excessivo no local de trabalho como um risco bastante conhecido à saúde ocupacional e à produtividade ocupacional por trás dos riscos crescentes de exaustão pelo calor, insolação e, “em casos extremos”, a morte. Ele concluiu que mais de um bilhão de empregados e seus empregadores e comunidades em países vulneráveis ​​já lidam com esse calor grave no local de trabalho, e o impacto das alterações climáticas sobre o trabalho não está sendo adequadamente abordado por políticas climáticas ou de emprego nacionais e internacionais. Para um país, o relatório constatou que as reduções ao total de horas de trabalho disponíveis devido às alterações climáticas já haviam chegado a 4% do que era estimado na década de 1990, destacando a atual natureza do desafio.

Segundo o relatório, as regiões mais expostas incluem o sul dos Estados Unidos, América Central e Caribe, Norte da América do Sul, Norte e Oeste da África, Sul e Sudeste da Ásia. Especialmente vulneráveis ​​são os países menos desenvolvidos, pequenos Estados insulares em desenvolvimento (SIDS) e economias emergentes com altas concentrações de trabalho ao ar livre e os trabalhadores industriais e do setor de serviços que operam em condições ineficazes climatização.

O relatório constata que mesmo com o mais estrito limite de 1,5° Celsius 1,5 estabelecido no âmbito do Acordo de Paris, regiões-chave enfrentariam quase um mês inteiro de calor extremo a cada ano até 2030 (2010-2030). Esse calor reduz a produtividade do trabalho, aumenta a necessidade de pausas no trabalho e eleva os riscos para a saúde e lesões ocupacionais que também implicam em menor produtividade em uma “macro-escala”, segundo o estudo.

Cecelia Rebong, Representante Permanente das Filipinas na ONU, lembra que o impacto do calor no local de trabalho adiciona “outra camada de vulnerabilidade aos países em desenvolvimento que já sofrem com os impactos adversos da mudanças climáticas.” A necessidade de limitar o aquecimento global é “urgente e crítica”, acrescentou.

De acordo com o relatório, “quando é muito quente, as pessoas trabalham de forma menos eficaz ao ar livre, nas fábricas, no escritório ou em movimento, devido à diminuição da capacidade para o esforço físico e para completar tarefas mentais.”

“Os governos e as organizações internacionais há muito tempo estabeleceram normas sobre as condições térmicas no local de trabalho. Mas as mudanças climáticas já alteraram as condições térmicas”, e “O aquecimento adicional é um sério desafio para qualquer trabalhador ou empregador dependente de trabalho ao ar livre ou de ar não condicionado . Os níveis de calor já estão “muitos altos”, mesmo para as populações climatizadas”, detalha o relatório.

Esse estudo é baseado em pesquisas atualizadas sobre os efeitos relacionados ao trabalho para diferentes economias expostas a condições térmicas cada vez mais extremas por causa da mudanças climáticas. O desenvolvimento técnico do relatório foi baseado na pesquisa do programa de Saúde de Supressão da Produtividade e Alta Temperatura Occupational (Hothaps) do Centro de Ruby Coast Research, Mapua, Nova Zelândia, liderado por Tord Kjellstrom.