Reciclagem de lixo eletrônico dá origem a projetos sociais

A cada dia surgem novos modelos de computadores, smartphones, câmeras digitais e outros diversos produtos eletrônicos. A velocidade dos lançamentos e atualizações faz com que esses equipamentos se tornem obsoletos rapidamente, e assim cresce a demanda por uma destinação correta para o lixo eletrônico. Projetos que atuam na reutilização desses objetos foram apresentados na Campus Party Brasília.

O descarte correto é importante para a preservação do meio ambiente e pode ser combustível para iniciativas que beneficiam comunidades inteiras, como o projeto do Instituto Caxinguelê, do município de Janaúba, localizado no norte de Minas Gerais. Há um ano e meio, a startup social recebe doação de material eletrônico, que, após uma triagem, é encaminhado para a reciclagem, feita por meio de atividades educativas livres, destinadas a qualquer pessoa interessada na cidade de 70 mil habitantes. Segundo o criador do instituto, Diêgo Geovani, o projeto trabalha com diversas áreas do conhecimento. “Ensinamos a programar jogos, robótica, fazemos pesquisas, montamos computadores com partes de vários outros”, conta.

O objetivo principal da startup é promover a chamada metarreciclagem: além de reciclar, dividir conhecimento. “Tudo no Instituto é de livre acesso a toda comunidade. Nós damos preferência para hardwares e softwares livres, para que tudo possa ser compartilhado”, afirma Diêgo Geovani. A meta do instituto agora é conseguir expandir a ideia. “A gente precisa de conexão com pessoas que gostem de alguma forma do que a gente está fazendo. Quando nos conectamos com mais de 10 pessoas em uma cidade, já temos o inicial para começar a ideia lá”, destaca.

Lixo transformado

Em Valparaíso de Goiás, cidade a 30 quilômetros de Brasília, o lixo eletrônico também recebe destinação sustentável com a atuação da organização não governamental (ONG) Programando o Futuro. Uma das ações da ONG é transformar carcaças de computadores em filamentos (plástico derretido e posteriormente modelado) para impressoras 3D. “Foi uma solução encontrada para a quantidade de plástico que a gente recebe”, afirma o analista de sistemas Rafael Aguilar, um dos colaboradores do projeto, que recebe cerca de 10 toneladas de lixo eletrônico anualmente.

Segundo Aguilar, atualmente no Brasil há poucas empresas que produzem filamentos para impressoras 3D. Com a reciclagem, a Programando o Futuro consegue fabricar esse material com preços cerca de 40% mais baixos.

O projeto, apoiado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, tem uma estação de metarreciclagem, que além de fazer o reúso de computadores e equipamentos de informática, promove cursos de capacitação técnica na área para jovens e adultos da comunidade. Todo ano, entre 700 e 800 pessoas passam pelas atividades. “Os alunos consertam computadores e encaminham para doação a instituições da cidade. A gente tenta prepará-los para o mercado de trabalho”, ressalta Aguilar.

Saneamento básico no Brasil: apenas 40% do esgoto é tratado

O país está sujo. E não é apenas de corrupção e altas taxas de criminalidade. A falta de saneamento básico atinge todo o Brasil, mas concentra-se em maior parte na região Norte, segundos dados do Ministério das Cidades e do Instituto Trata Brasil (2014 e 2016, respectivamente). Em novembro de 2016, a revista Galileu deu um panorama do saneamento básico no país.

Ananindeua, cidade da região metropolitana de Belém (PA), é um exemplo do descaso com o tema. Segunda cidade mais populosa do estado, com cerca de meio milhão de habitantes, não possui sistema de coleta de esgoto entre os moradores. Zero. Algo como cidades europeias do século XIX.

Porém, o problema não é uma exclusividade daquela região. O saneamento básico deficiente também está presente em grandes cidades das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul. No Rio Grande do Sul, considerado um estado desenvolvido, a maior parte da coleta de esgoto é feita por meio de fossas sépticas ou rudimentares.

Mas, qual a principal causa da falta de saneamento nos principais centros urbanos, desconsiderando zonas rurais afastadas? Umas das atribuições está ligada às altas taxas de migração de moradores das zonas rurais às grandes cidades no século passado. O aumento descontrolado da população urbana não possibilitou que os governantes tivessem tempo e capacidade para entender o problema e superá-lo.

Outro fator que impossibilita o desenvolvimento de sistemas de coleta e tratamento de esgoto nas metrópoles é exatamente o tamanho dessas cidades em todos os sentidos (escala e população). Por ser um projeto sustentável de custo alto, poucas empresas estatais se comprometem a atender toda a população por não poderem oferecer qualidade no atendimento de forma igualitária. Ou seja, chegamos a um problema crucial: dinheiro.

Para solucionar a questão, algumas famílias desenvolveram sistemas próprios de coleta de esgoto. De acordo com o Censo do IBGE de 2010, 47% da população de cidades pequenas utiliza fossas rudimentares – que realizam a coleta de dejetos, mas não o processo de tratamento.

No entanto, se o serviço não chega a grandes cidades por suas abrangências e extensão, por que os problemas e os riscos são maiores em cidades pequenas? Existem dois fatores que explicam as duas situações. Cidades grandes precisam de altos investimentos para levar o serviço a toda a população, e poucos governantes se engajam em criar um plano bem estruturado que possa encontrar benefícios (além de custos) no serviço. Já no caso das pequenas cidades, o problema está ligado à sua escala. Por serem cidades menores e com pouca população, não é atrativo às empresas levar o serviço para poucas pessoas, uma vez que em zonas rurais as casas ficam distantes umas das outras e o sistema não conseguiria suprir toda a população, exatamente por ser um projeto de alto custo.

SOLUÇÕES

Algumas soluções vêm sendo desenvolvidas para driblar as questões que corriqueiramente atrapalham projetos sustentáveis de saneamento. Em São Carlos, cidade do interior de São Paulo, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) criou uma fossa biodigestora que não polui os lençóis freáticos e extrai o lixo líquido, transformando-o em fertilizante.

Outra solução é a maior participação das empresas privadas nos processos. Uma vez integradas aos projetos, as mesmas podem auxiliar as companhias estatais, já que os governantes clamam por recursos. Mas essa solução não é 100% certeira, já que empresários visam obter lucro (e não há problema nisso), o processo é caro e, muitas vezes, pouco atrativo. Por isso, a população poderia ser submetida a pagar contas mensais de água ainda maiores.

(SOMENTE) ÁGUA TRATADA NÃO É GARANTIA DE QUALIDADE DE VIDA

Segundo dados da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cada brasileiro gera um quilo de lixo sólido por dia e cem litros de esgoto. Grande parte desse esgoto é despejado no ambiente por não contar com serviço de tratamento de dejetos. Mas, o que dizer de um país que consegue conectar cidades interioranas e afastadas à rede 3G de internet (correspondendo a 43,2% dos municípios de 2.409 cidades), porém não cria planos sustentáveis ideais para evitar doenças, advindas da falta do serviço?

Para evitar críticas, governantes apelam a malabarismos, enfatizando o abastecimento de água – afinal, 84,53% dos brasileiros possuíam água encanada em 2014, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Um sistema mais fácil, barato e rápido de ser instalado em relação ao tratamento de esgoto.

Parte da população não sabe, mas não é porque você tem água tratada saindo da torneira que tem todas as garantias de que seu esgoto é tratado adequadamente. No Brasil, apenas 57,62% do esgoto é tratado, enquanto o abastecimento de água alcança 84,53% dos habitantes (dados de 2014).

Não somente a garantia de água e esgoto tratados, mas toda uma rede: sem cuidado, a saúde sofre. Sem saúde, as crianças – principais atingidas por doenças, como diarreia – tem suas atividades prejudicadas. Segundo o Instituto Federal do Pará, o saneamento básico disponível a toda a população poderia minimizar em até 7% o atraso escolar no país.

E, parafraseando a reportagem da revista Galileu, quem sabe o Brasil chegue, de fato, ao século XX.

FONTE: https://www.jornalspnorte.com.br/saneamento-basico-brasil/

Mais reciclagem a bordo das aeronaves

A companhia aérea brasileira Azul informa que está expandindo o seu programa de reciclagem dos produtos servidos a bordo. Agora, além das latinhas de refrigerante, a companhia também reciclará as embalagens de snacks. A iniciativa é uma evolução do programa de reciclagem, que passa a se chamar ReciclAzul Total. O procedimento de coleta continuará ocorrendo em todos os voos domésticos que chegam aos aeroportos de São Paulo (Viracopos e Guarulhos), Recife, e, em breve, Belo Horizonte. Com a novidade, a empresa espera reciclar mais de três toneladas de resíduos por mês, com a expectativa de aumentar em quatro vezes o volume coletado hoje.

No ReciclAzul Total, ao fim do serviço de bordo, os comissários passarão pelo corredor das aeronaves com dois sacos plásticos: um amarelo, para as latas de refrigerante, e um azul, para os demais resíduos, como embalagens plásticas. Ainda, haverá a bordo um terceiro saco plástico, preto, para os resíduos não recicláveis.

“Esse é uma importante novidade no processo e carrega o DNA da nossa empresa, sobretudo no que diz respeito à inovação. Esta é uma ação exclusiva da Azul no Brasil entre companhias aéreas, e representa o respeito com o meio ambiente, além de trazer ganhos importantes para a população das cidades onde temos o ReciclAzul Total”, destaca Sami Foguel, vice-presidente de Clientes da companhia.

No Rio, apenas 1,9% de todo o lixo produzido na cidade é destinado à reciclagem

RIO — Dados inéditos obtidos pelo GLOBO com companhias públicas de limpeza mostram que as maiores cidades brasileiras estão engatinhando na reciclagem de seu lixo, apesar de todas terem metas para crescimento nos próximos anos; em São Paulo, a proporção é de 2,5%. No Distrito Federal, que tem Brasília, a terceira maior cidade brasileira segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 5,9% do lixo total passam pela coleta seletiva. Estudos mostram que uma cidade tem, em média, de 30% a 40% de seus resíduos com potencial para a reciclagem.

Há ainda outro indicador de que o ciclo não está funcionando a todo vapor: a ociosidade nas centrais de triagem (CTs), locais normalmente conduzidos por cooperativas onde, de fato, a reciclagem acontece. No Rio, as duas centrais de triagem que recebem resíduos — além de outras 24 cooperativas, cujos dados, porém, não são centralizados pela prefeitura — processaram em janeiro cerca de 25% do volume que têm capacidade para reciclar.

A CT de Bangu pode reciclar 30 toneladas por dia, mas recebeu 5,67 toneladas diárias em janeiro, volume abaixo da média dos últimos seis meses, de 6,16 toneladas. Já a CT de Irajá tem capacidade para reciclar 20 toneladas, mas recebeu apenas 6,29 toneladas em janeiro — também abaixo da média para o semestre, de 6,59 toneladas. A estrutura de ambas CTs foi construída com financiamento que contou com verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), a reciclagem chega hoje a 113 dos 160 bairros do Rio de Janeiro, através da coleta seletiva porta-a-porta, em dias alternados da coleta domiciliar. Para tal coleta, são mobilizados 13 caminhões — que tiveram suas rotas alteradas, segundo a Comlurb, para otimizar a coleta e fazer frente à ociosidade decorrente do pouco material disponibilizado pela população.

 

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/no-rio-apenas-19-do-lixo-reciclado-21202718#ixzz4fTKaE26S
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Reciclagem também na cultura do consumo

Apenas uma em cada cinco cidades brasileiras implementou algum tipo de coleta seletiva de resíduos, segundo a pesquisa Ciclosoft, produzida pelo Cempre (Compromisso Empresarial para Reciclagem). Um número muito baixo, considerando que já deveríamos ter extinguido os lixões há dois anos, como previa a lei que criou a Política Nacional de Resíduos Sólidos. A falta de coleta seletiva, claro, prolonga a extinção dos lixões.

Apesar de o tema ser de extrema relevância, pouco ouviremos sobre isso no processo eleitoral. Infelizmente, não está na agenda dos candidatos que vão disputar os cargos de prefeito e vereadores em outubro. Poucos são os que abordarão, com sinceridade, a importância da coleta seletiva e da reciclagem para o bem-estar da sociedade,
do eleitor.

É que o assunto parece distante. Logística reversa e economia circular são expressões pouco compreendidas pela população, mesmo sendo o consumidor um elo dessa cadeia. A palavra sustentabilidade, por exemplo, só passou a ser um pouco mais observada há pouco mais de 20 anos, quando ocorreu no Brasil a Rio-92 (Conferência
das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento).

O tema, entretanto, está batendo à nossa porta. Aliás, já entrou. O impacto ambiental de nossas decisões de consumo está sentado à mesa, está na nossa garagem, no nosso guarda-roupa. Orienta nossas compras quando navegamos pela internet e quando assistimos ao telejornal. Está a nos dizer: sim, você também é responsável pelo
clima do planeta.

Para perceber isso, entretanto, é necessário algum estímulo. Ou desestímulo. A pesquisa Consumo Conscientedos Brasileiros 2016, realizada pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional dos Dirigente Lojistas (CNDL), aponta que “grande parte dos consumidores ainda prioriza atitudes ligadas aos aspectos financeiros de uma compra – o que se intensifica pelo momento de crise econômica em que o país atravessa”.

Segundo a pesquisa, 53,7% dos consumidores geralmente analisam produtos e marcas e, se o fabricante adotar práticas prejudiciais ao meio ambiente ou à sociedade, desistem da compra. Convenhamos, o percentual deveria ser maior. Olhando pelo outro lado da
moeda, significa que quase metade dos brasileiros não se importa se o que consomem prejudica o meio ambiente e a sociedade.

A maneira mais eficaz de alterar este cenário é, acreditamos, impactar positivamente o bolso do consumidor. Estimulá-lo, financeiramente, a adquirir comportamentos mais sustentáveis. Bens e produtos com menores impactos ambientais devem ter uma tributação diferenciada, de forma a estimular o seu consumo ou desestimular o consumo de bens e produtos com maiores impactos ambientais.

A Tributação Verde deveria ser uma solução permanente para induzir a economia de baixo carbono, mas é adotada apenas em questões pontuais. Não é uma política de governo, mesmo sendo prevista na Constituição. Em seu capítulo da Ordem Econômica e Financeira, artigo 170, a Constituição estabelece como um dos princípios a “defesa do
meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação”.

O ciclo do consumo e da produção pode, então, gerar uma economia circular. O consumidor exigindo bens e serviços de baixo impacto ambiental, estimulando soluções mais sustentáveis e mecanismos de coleta do resíduo provocado pelo consumo. Assim, cria-se viabilidade para o uso de materiais reciclados, que serão aproveitados
para produção de novos bens e serviços de baixo impacto.

Tomara que as expressões de economia verde até agora pouco compreendidas entrem de vez na pauta dos candidatos eleitos em outubro. A atitude certa nas políticas públicas locais pode contribuir para a adoção de medidas adequadas também na área federal.

*Presidente executivo da Abralatas (Associação Brasileira dos Fabricantes de Latas de Alta Reciclabilidade), economista, formado pela Universidade de Brasília, MBA em direito pela FGV e mestre (M.Sc.) pela Universidade de Oxford, Inglaterra.

5 de abril de 2017 em Artigo.

Tratamento de lixo no Japão é exemplo de cuidado com o ambiente

As ruas das cidades são absolutamente limpas. A preocupação das pessoas vai além da reciclagem. O cuidado é não produzir muito lixo, mas é inevitável ter sujeira, dejetos, coisas que a gente joga fora. A visita a uma moderna usina de tratamento mexe com a cabeça da gente.

Elas se espalham pelo Japão. De longe, parecem prédios, mas são chaminés, a parte mais visível de como os japoneses tratam o lixo. Não há depósitos abertos, lixões, mas locais como o da cidade de Saitama, vizinha a Tóquio.

O entra e sai dos caminhões é constante. Trazem lixo dos bairros ao redor, quase 400 toneladas por dia. Os moradores já separam em casa o que é orgânico do que é reciclável. Cada caminhão traz um tipo de lixo, tratados de forma diferente.

Por trás das portas, fica o depósito de lixo orgânico. Quando os caminhões descarregam, é que descobrimos o tamanho do desafio: enorme. Tudo que chega é controlado de uma sala de vidro, um operador carrega remotamente o lixo até o incinerador.

Lá dentro, a queima acontece por uma hora, à temperatura de 1.800 graus centígrados. De um lado, forma-se um gás, que por uma tubulação alimenta uma turbina geradora de energia. De lá, sai eletricidade para atender o equivalente a 10 mil casas. De outro, o que sobra da tal queima, resíduos e metais, que são reaproveitados em sua quase totalidade como, por exemplo, para asfaltar ruas.

No mesmo prédio, mas para outro grande depósito, vai o lixo reciclável, o cuidado ali é outro. Uma enorme garra de aço tem capacidade de transportar até 3 toneladas de carga. No fundo, só tem plástico. Todo esse material vai para uma separação manual, antes de ir para reciclagem.

O processo é rápido. Funcionários separam garrafas pet do plástico comum. Latas de alumínio, metais, são distribuídos em outro setor. E, no final, tudo já sai embalado, limpo, pronto para ser vendido para centros de reciclagem. Assim, do total de lixo que chega à usina, apenas 4% não rendem nada, mas só até agora.

Um dos funcionários conta que, no futuro, ainda serão aproveitados esses 4%, retirando vários tipos de metal contidos ali.

Para quem se espanta com tanta dedicação ao lixo, tem mais. Em um prédio ao lado, foi montado um centro social, onde os moradores se encontram. Podem mergulhar em banheiras com água a 40 °C, fazem ginástica. Tudo funciona com a energia gerada na turbina do lixo.

O senhor Ishikawa, de 70 anos, vai quase todo o dia e diz que essa é uma boa iniciativa para aproveitar o lixo e manter os idosos saudáveis. O japonês aprende que, quando se trata de lixo, nada pode ser desperdiçado.

A queima do lixo pode ser perigosa, pode jogar poluentes na atmosfera, mas os japoneses dizem que colocaram filtros poderosos nas chaminés. O custo total de uma usina como essa, com área de lazer e tudo, é salgado, quase R$ 800 milhões.

Alguns podem dizer, “O lixão é mais barato”. Mas no longo prazo não é mais barato: pelo impacto ambiental de um lixão, nos rios, no solo, na saúde das pessoas. Lixo abandonado não gera energia, não bota aqueles velhinhos para se encontrar, se exercitar. Lixo não precisa ser problema, se for bem administrado.

(FONTE: http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2017/03/tratamento-de-lixo-no-japao-e-exemplo-de-cuidado-com-o-ambiente.html)

Aos 7 anos, garoto comanda uma empresa de reciclagem nos EUA

Para muitas pessoas, o espírito empreendedor se manifesta desde cedo. Foi o que aconteceu com o pequeno Ryan Hickman, da Califórnia. Aos 7 anos, ele criou uma empresa de reciclagem bem sucedida e juntou US$ 10 mil para investir em seus estudos quando chegasse à faculdade.

Ryan sempre se interessou por materiais recicláveis. Tudo começou quando ele tinha apenas 3 anos e acompanhou seu pai em um centro de reciclagem. Ao voltar para casa, Ryan estava decidido a coletar, separar e levar para reciclagem os resíduos de seus vizinhos. Para facilitar o trabalho, que contou com a ajuda da mãe do menino, eles entregaram sacolas de lixo a todos os vizinhos. Era a semente da Ryan’s Recycling Company.
Hoje, a empresa se transformou em um negócio lucrativo, que já conta com 40 clientes fixos em cinco bairros. Ao todo, o menino já reciclou 22 mil quilos de lixo, incluindo 200 mil latas e garrafas. Parte do lucro da empresa é destinada à caridade, enquanto o restante do valor arrecadado com o trabalho fica armazenado em uma poupança que deverá ser usada para custear a faculdade do menino quando ele crescer. As informações são do My Modern Met.

(FONTE: http://www.maisfm.com/menino-de-7-anos-cria-empresa-de-reciclagem-e-consegue-10k-para-investir-na-faculdade/)

Mãe junta 300 kg de material reciclável para que filho pudesse estudar na Europa

Uma mulher juntou 300 kg de material reciclável para realizar o sonho de seu filho: estudar na Europa. Paraibana, Isabel Cristina Fernandes, 51, decidiu tomar essa atitude, quando o seu filho Pedro, 18, conseguiu ser aprovado para um intercâmbio na Finlândia. Com a aprovação, ela precisou desembolsar R$ 6 mil reais para que o seu filho chegasse ao país.

O obstáculo não desanimou Isabel. Ela decidiu vender trufas, doces e juntou até 300 kg de material reciclável para conseguir o dinheiro das despesas da viagem. O material colhido iria para o lixo da Associação de Magistrados da Paraíba, no município de Cabedelo (a 226 km de João Pessoa), local onde trabalha. Com esse montante, a paraibana arrecadou R$ 1,2 mil. O restante veio da ajuda de amigos e das vendas de trufas e doces.

Mas, além de arcar com as despesas das passagens, Pedro precisava de dinheiro para conseguir viver por mais de seis meses na Finlândia. E com muito sacrifício, foi possível arrecadar R$ 30 mil, valor suficiente para que o jovem pudesse se manter. Amigos de Isabel e pessoas que admiram Pedro ajudaram na missão.
Pedro foi aprovado no programa de intercâmbio do Rotary Club e foi para o exterior em agosto do ano passado. Além disso, foi passou no vestibular do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).

(FONTE: http://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2017/02/mae-junta-300-kg-de-material-reciclavel-para-que-filho-pudesse-estudar.html)

Japão pede doação de smartphones para fazer medalhas olímpicas

A organização da Olimpíada de Tóquio-2020 pediu a colaboração do público japonês para produzir as medalhas dos próximos Jogos. Os desejados itens de ouro, prata e bronze serão produzidas com metal reciclado de celulares e outros produtos eletrônicos doados por “pessoas que desejam se sentir diretamente envolvidas com o evento”, anunciou o comitê local nesta quarta-feira.

Os organizadores esperam coletar até oito toneladas de metal, sendo 40 quilos de ouro, 2.920 quilos de prata e 2.994 quilos de bronze, de celulares desatualizados e eletrodomésticos pequenos. A iniciativa resultará em duas toneladas de material reciclável, o suficiente para fabricar todas as 5.000 medalhas olímpicas e paralímpicas.

A partir de abril, caixas de coleta serão instaladas em escritórios locais e nas lojas da empresa de telecomunicações NTT DoCoMo Inc, que irá fazer uma parceria com a empresa ambiental Centro de Saneamento Ambiental do Japão no projeto. As medalhas dos Jogos Rio 2016 também foram feitas com material reciclado, como restos de espelhos e chapas de raio-x.

Prefeitura de Itanhaém, SP, lança campanha para reciclagem de lixo

A Prefeitura de Itanhaém, no litoral de São Paulo, lançou uma campanha de conscientização para a remoção de lixo na cidade.

Com o aumento das chuvas nas últimas semanas, a administração municipal resolveu alertar a população do descarte correto de resíduos nas ruas para evitar alagamentos e possíveis prejuízos.

De acordo com informações da Prefeitura de Itanhaém, a campanha “Lixo no Lixo” é um alerta para que os moradores dividam a responsabilidade da limpeza urbana com a Secretaria de Serviços e Urbanização.

Ainda segundo a administração, o lixo reciclável é reaproveitado na cidade. Atualmente, 276 toneladas de lixo são produzidas por mês no município. Entre 14 e 16 toneladas são reaproveitadas pela CoopersolReciclando.