Mais reciclagem a bordo das aeronaves

A companhia aérea brasileira Azul informa que está expandindo o seu programa de reciclagem dos produtos servidos a bordo. Agora, além das latinhas de refrigerante, a companhia também reciclará as embalagens de snacks. A iniciativa é uma evolução do programa de reciclagem, que passa a se chamar ReciclAzul Total. O procedimento de coleta continuará ocorrendo em todos os voos domésticos que chegam aos aeroportos de São Paulo (Viracopos e Guarulhos), Recife, e, em breve, Belo Horizonte. Com a novidade, a empresa espera reciclar mais de três toneladas de resíduos por mês, com a expectativa de aumentar em quatro vezes o volume coletado hoje.

No ReciclAzul Total, ao fim do serviço de bordo, os comissários passarão pelo corredor das aeronaves com dois sacos plásticos: um amarelo, para as latas de refrigerante, e um azul, para os demais resíduos, como embalagens plásticas. Ainda, haverá a bordo um terceiro saco plástico, preto, para os resíduos não recicláveis.

“Esse é uma importante novidade no processo e carrega o DNA da nossa empresa, sobretudo no que diz respeito à inovação. Esta é uma ação exclusiva da Azul no Brasil entre companhias aéreas, e representa o respeito com o meio ambiente, além de trazer ganhos importantes para a população das cidades onde temos o ReciclAzul Total”, destaca Sami Foguel, vice-presidente de Clientes da companhia.

No Rio, apenas 1,9% de todo o lixo produzido na cidade é destinado à reciclagem

RIO — Dados inéditos obtidos pelo GLOBO com companhias públicas de limpeza mostram que as maiores cidades brasileiras estão engatinhando na reciclagem de seu lixo, apesar de todas terem metas para crescimento nos próximos anos; em São Paulo, a proporção é de 2,5%. No Distrito Federal, que tem Brasília, a terceira maior cidade brasileira segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 5,9% do lixo total passam pela coleta seletiva. Estudos mostram que uma cidade tem, em média, de 30% a 40% de seus resíduos com potencial para a reciclagem.

Há ainda outro indicador de que o ciclo não está funcionando a todo vapor: a ociosidade nas centrais de triagem (CTs), locais normalmente conduzidos por cooperativas onde, de fato, a reciclagem acontece. No Rio, as duas centrais de triagem que recebem resíduos — além de outras 24 cooperativas, cujos dados, porém, não são centralizados pela prefeitura — processaram em janeiro cerca de 25% do volume que têm capacidade para reciclar.

A CT de Bangu pode reciclar 30 toneladas por dia, mas recebeu 5,67 toneladas diárias em janeiro, volume abaixo da média dos últimos seis meses, de 6,16 toneladas. Já a CT de Irajá tem capacidade para reciclar 20 toneladas, mas recebeu apenas 6,29 toneladas em janeiro — também abaixo da média para o semestre, de 6,59 toneladas. A estrutura de ambas CTs foi construída com financiamento que contou com verbas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Segundo a Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb), a reciclagem chega hoje a 113 dos 160 bairros do Rio de Janeiro, através da coleta seletiva porta-a-porta, em dias alternados da coleta domiciliar. Para tal coleta, são mobilizados 13 caminhões — que tiveram suas rotas alteradas, segundo a Comlurb, para otimizar a coleta e fazer frente à ociosidade decorrente do pouco material disponibilizado pela população.

 

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/sustentabilidade/no-rio-apenas-19-do-lixo-reciclado-21202718#ixzz4fTKaE26S
© 1996 – 2017. Todos direitos reservados a Infoglobo Comunicação e Participações S.A. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.