Cientistas desenvolveram embalagens feitas com proteína do leite

Muitos dos alimentos que encontramos no supermercado vêm embalados em plásticos. E apesar de ser possível reciclar boa parte dessas embalagens — algo que na prática não se concretiza, gerando um passivo ecológico crescente — alguns tipos, como as finas películas usadas para revestir alimentos, são mais difíceis de reciclar.

Atentos ao problema, um grupo de pesquisadores do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) desenvolveu uma película de embalagem feita a partir de proteínas do leite (a caseína) e que, ainda por cima, é comestível — menos para quem tem alergia ou se opõe ao consumo de derivados de animais, evidentemente.

A embalagem alternativa foi apresentada nesta semana durante a Reunião Nacional da Sociedade Americana de Química (ACS, na sigla em inglês). Segundo os pesquisadores, os filmes a base de proteínas são bloqueadores de oxigênio mais poderosos que o produto convencional, o que a ajudaria a prevenir a deterioração dos alimentos e evitar o desperdício durante a distribuição ao longo da cadeia alimentar.

Para tornar a embalagem mais resistente à umidade e temperaturas elevadas, os pesquisadores incorporaram pectina cítrica na mistura. Aditivos nutritivos como vitaminas e probióticos poderiam ser incluídos no futuro. Ela não tem muito gosto, dizem os pesquisadores, mas também poderiam ser adicionados aromas.

“As aplicações de revestimentos para este produto são infinitas”, diz Laetitia Bonnaillie, coautora do estudo. “Estamos testando aplicações em embalagens de alimentos comestíveis, a exemplo de palitos de queijo embalados individualmente”, explica.

Segundo a pesquisadora, o grupo trabalha, atualmente, na criação de amostras de filmes para uma pequena empresa no Texas. Mas o desenvolvimento dessa embalagem alternativa tem atraído o interesse de outras empresas também, e a expectativa dos pesquisadores é que a embalagem de caseína possa chegar às prateleiras dos mercados americanos dentro de três anos.

Projeto Reciclar incentiva educação ambiental em escolas de Várzea Grande

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável está desenvolvendo em 16 comunidades onde possuem escolas públicas municipais, ações sustentáveis na educação ambiental, com o projeto “Oficina de Sabão” para pais de alunos e comunitários, e nas escolas o projeto Reciclar Papel.

O objetivo é desenvolver a sensibilização social para a coleta seletiva e reciclagem de óleo de cozinha usado, além de ser também uma fonte de renda e de melhoria de vida das comunidades e ainda envolver os alunos para boas práticas ambientais.

Segundo informou a titular da pasta, Helen Farias Ferreira, a ação faz parte da Política Nacional de Resíduos Sólidos que prevê a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentáveis, em um conjunto de instrumentos para proporcionar o aumento da reciclagem, e da reutilização dos resíduos sólidos. É também uma forma de destinação ambientalmente adequada dos rejeitos.

“A política institui a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos, tanto dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e cidadãos. A secretaria municipal também institui dentro dessa política a inclusão de catadoras e catadores de materiais recicláveis e reutilizados, dentro da política da coleta seletiva”.

Helen explica ainda que os resíduos sólidos e orgânicos são problemas ambientais relevantes, e a união do poder público com a sociedade é uma alternativa em favor da redução, reutilização e reciclagem desse lixo.

“A oficina de sabão é o início da inserção da cultura de sustentabilidade inserida na educação ambiental da comunidade como um todo e para os alunos o despertar para o cuidado com a natureza. A proposta é provocar a mudança social, visando à sensibilização diante das questões ambientais e a urgência de mudanças de hábitos na preservação de recursos naturais”.

O projeto ‘Oficina de Sabão’ consiste em transformar o óleo reutilizado em produto de limpeza, que pode ser utilizado na higienização de piso, para limpar alumínio e até lavar roupas. A fabricação do sabão ecológico tem baixo custo e a produção é rápida. O produto também pode ser comercializado nas comunidades onde a ação está sendo desenvolvida.

Já o Projeto Reciclar tem o intuito de desenvolver práticas ecologicamente corretas na comunidade escolar com o reaproveitamento do papel e transformar o descarte em novos objetos de uso como bloco de papel, artesanato na arte de reciclar. O que a escola realmente não puder aproveitar os resíduos são encaminhados para as cooperativas de reciclagem que darão a destinação final.

As escolas municipais inseridas no projeto são: Benedita Bernadina Curvo; João Ponce de Arruda; Joaquim da Cruz Coelho; Júlio Corrêa; Maria Pedrosa Miranda; Paulo Freire; Wilson Sodré Farias; Padre Maria Ghisoni; Tenente Abílio; Salvelina Ferreira da Silva; Euraíde de Paula, na praça do bairro 15 de Maio e no bairro Chapéu do Sol.