Aquecimento global já é irreversível, dizem cientistas

Todos os países do mundo se comprometeram a tentar não piorar a situação climática da Terra na semana passada. O acordo, assinado na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP 21, estipula os esforços necessários para que que a temperatura terrestre não suba mais do que 2ºC até o fim do século. O tratado é um marco histórico: 195 nações cooperando para salvar o mundo, literalmente. Só tem um problema: alguns cientistas dizem que talvez já seja tarde demais para fazermos o trato dar certo.

Não que seja impossível, mas as nossas chances não seriam boas – menos da metade. O “Acordo de Paris”, como foi chamado o plano que saiu da COP 21, é que, se todas as metas de cortes de emissões estipuladas ali forem cumpridas, teremos 66% de chance de mantermos o aumento da temperatura abaixo dos 2ºC. Mas talvez isso seja otimismo demais. Para o climatologista Kevin Anderson, da Universidade de Manchester, essa probabilidade seria de no máximo 33%, informa o jornalista Claudio Angelo, neste artigo da ONG Observatório do Clima. Anderson deu uma baixada nos ânimos daqueles que enxergavam o acordo como a salvação certa: “As metas do Acordo de Paris não são consistentes com os 2ºC. Não são baseadas em ciência e não têm nada a ver com equidade”, afirmou durante COP.

O ponto principal é como você vê as coisas. De acordo com Anderson, os cálculos que visam os 2ºC se dividem em dois tipos: 1- Os que acreditam que a emissão máxima de gases poluentes aconteceu em 2010, não contando que elas subiram, ou subirão, desde então. E 2- Os que levam em conta as chamadas “emissões negativas”. É a ideia de que um rápido plantio de florestas, acompanhado de uma evolução em bioenergia pode servir como um contraponto para os problemas já apresentados. Anderson não acredita muito nisso. Segundo ele, não se sabe ainda como funcionariam, em grande escala, esse volume maior de produção de energia provindo de meios como a cana de açúcar- o professor afirma que isso poderia até gerar um conflito quanto a produção de alimentos.

Anderson não está sozinho nessa briga. Ele é mais um entre os descrentes do cumprimento do acordo. “A meta dos 2 °C permitiu políticos a fingirem que estavam se organizando, quando, na verdade, a maioria fez pouco. Fingir que estavam perseguindo essa meta inatingível permitiu que governos ignorassem a necessidade pela adaptação massiva para a mudança climática”, afirmou o professor da Universidade da Califórnia, David Victor, na revista Nature

Outra possibilidade é que tanto os que acreditam na proposta, quanto os descrentes estejam certos. Como mostrou, em 2007, relatório do IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), a teoria chamada “overshoot” clama que a temperatura vai passar dos 2ºC sim, mas depois se estabilizaria e voltaria a cair. Nesse caso, ninguém ganha. A mudança não levaria meses ou anos, mas décadas. E quando voltasse a diminuir, a alta temperatura já teria causado muito estrago para o ambiente, com o aumento do nível do mar, e a morte de animais da decorrência disso.

Balanço da reciclagem: 100kg de pilhas e baterias

O Santa Maria atingiu 100 kg de pilhas e baterias para reciclagem! O montante é resultado da colaboração de toda a comunidade escolar, que há muitos anos participa desse tipo de iniciativa, a exemplo do projeto Santa Coleta, realizado pelo 5º ano do Fundamental I. O material foi depositado desde o segundo semestre do ano passado nos coletores adquiridos pelo Colégio para esse fim.

Agora o material será retirado pela empresa GM & CLOG, com sede em São José dos Campos, que irá transformá-lo em tinta.  O programa, denominado ABINEE, recebe pilhas e é uma iniciativa conjunta de fabricantes e importadores de pilhas portáteis, que uniram esforços visando atender à Resolução CONAMA 401/2008, disponibilizando postos de coletas distribuídos nas capitais do Brasil e nas proximidades (no raio de 50 km da capital), onde a GM&C, operador logístico, atua na retirada do material nos postos de coleta, triagem, separação e encaminha para a destinação ambientalmente correta junto à recicladora Suzaquim.

Após o recebimento, o material é pesado novamente e separado por tipo de fabricante e encaminhado para reprocessamento e reciclagem na recicladora, que é homologada pela área de Meio Ambiente e também licenciada pelo IBAMA e pela CETESB. A gratuidade da coleta se dá quando o posto encontra-se dentro das capitais do Brasil ou no raio de 50 km, caso do Santa Maria.

Parabéns a toda a comunidade. Conscientização e respeito fazem a diferença para um mundo melhor!

Autoria: Márcia Fernandes

Como o Brasil pode reduzir os gases do efeito estufa

Em resumo: desmatamento zero, aumento da produtividade agropecuária, menos combustíveis fósseis, mais usinas eólicas, solares e de biomassa, maior uso de transporte público e bicicletas e maior eficiência energética do transporte rodoviário. Essa é a proposta do Observatório do Clima (OC), rede que reúne 37 entidades da sociedade civil para discutir as mudanças climáticas no Brasil. O Observatório lançou nesta sexta-feira (26) uma proposta de metas que mostra como o país pode limitar suas emissões de gases de efeito estufa ao equivalente a um bilhão de toneladas de gás carbônico até 2030, uma redução de 35% em relação a hoje. A longo prazo, essa seria a contribuição do Brasil para reduzir consideravelmente o risco que o aquecimento global representa para o planeta.

Em dezembro, o Brasil participa da 21ª Conferência do Clima das Nações Unidas, em Paris. A ideia é que a Conferência termine em um pacto internacional com o objetivo de impedir que a temperatura aumente mais do que dois graus Celsius, consenso científico e político internacional de limite máximo para evitar uma catástrofe climática. Como o governo brasileiro ainda não se posicionou sobre as bases da INDC (Contribuições Nacionalmente Determinadas Pretendidas, na sigla em inglês), o Observatório do Clima sugeriu uma meta voluntariamente.

“Queremos mostrar que podemos ser ambiciosos, esse número não é jogado ao céu, estamos dizendo que dá para fazer sem nenhum sacrifício, não vamos restringir o consumo ou o crescimento. Pegamos as projeções de crescimento e as usamos para fazer a meta”, disse Tasso Azevedo, engenheiro e coordenador do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa do OC.

Apesar de estar longe de contribuir para o aquecimento global como a China (que é responsável por 22% das emissões de carbono) ou os Estados Unidos (13%), o Brasil está o dez maiores emissores de CO2 do planeta (com 3%). Contudo, se o governo vai cumprir as metas ou não, é outra discussão. “Não há uma punição nessa Conferência, a não ser de cunho moral, ou seja, de não cumprir com o que você se comprometeu. Ao contrário do que a gente pensa, isso tem muito peso. (…) Existe uma discussão sobre como os acordos de comércio podem utilizar o cumprimento ou não das metas de clima como algum tipo de compensação”, afirma André Ferreira, diretor-presidente do Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema).

Efeitos no cotidiano

Indústria e transportes correspondem a 75% das emissões de gases do efeito estufa. Mas os efeitos recaem sobre todos os brasileiros. Para se ter ideia, um aumento de três graus de temperatura média do planeta derruba 20% do potencial hidrelétrico do país. Há 10% de chance da temperatura média global aumentar 6 graus, o que resultaria em um colapso econômico e total caos. “Mudanças climáticas têm relação com a economia e com a qualidade de vida. Segundo o Atlas de Desastres Naturais da UFSC, entre 1991 e 2012, 127 milhões de brasileiros foram afetados por desastres naturais. Nos últimos dez anos desse período, tivemos um índice de registro de desastres naturais de um por dia. Entre janeiro desde ano e junho, tivemos 1054 municípios que decretaram estado de emergência por causa de desastres naturais. Isso é o que está acontecendo hoje, se não reduzirmos as emissões, o impacto será muito maior”, explica Carlos Rittl, secretário-executivo do OC.

O mês de maio foi o mais quente da história, o que resultou na morte de sete mil pessoas na Índia. Se o planeta não agir logo, as consequências podem ser desastrosas. “A última vez em que tivemos uma variação de dois graus na temperatura média do planeta foi a última era glacial. A temperatura média do nosso corpo é de 36 graus, se aumenta dois graus você tem febre. Imagine seis”, diz Azevedo.

Fonte: revistagalileu.globo.com/

Oceanos em 2050 vão ter mais plástico do que peixes

O aumento da utilização de plásticos é tão significativo que, em 2050, os oceanos terão mais detritos desse material do que peixes, alertou o Fórum Econômico Mundial de Davos, que começou na quarta-feira (21).

“O sistema atual de produção, de utilização e de abandono de plásticos tem efeitos negativos significativos: entre US$ 80 bilhões e US$ 120 bilhões (entre 73 bilhões de euros e 109 bilhões de euros) em embalagens de plástico são perdidos anualmente. A par do custo financeiro, se nada mudar, os oceanos terão mais plásticos do que peixes [em peso] até 2050”, indicou um comunicado do fórum, que vai reunir até sábado (23) líderes mundiais e bilionários.

Essas conclusões têm como base um estudo da fundação da reconhecida velejadora britânica Ellen MacArthur, em parceria com a consultora McKinsey. Segundo o relatório, a proporção entre as toneladas de plástico e as toneladas de peixe registradas nos oceanos era de 1 para 5 em 2014. Em 2025, será de 1 para 3 e em 2050 irá evoluir de 1 para 1.

O fórum considera necessária “uma reformulação total das embalagens e dos plásticos em geral”, bem como a procura de alternativas ao petróleo, principal matéria para a produção do plástico. Caso não seja encontrada uma matéria alternativa, essa indústria irá consumir 20% da produção petrolífera em 2050.

Vários países tentam atualmente limitar o uso de sacos plásticos. Em Portugal, entrou em vigor em fevereiro de 2015 uma taxa (de 10 cêntimos) sobre os sacos plásticos leves. A França quer proibir o uso único de sacos plásticos em março, enquanto o Reino Unido também aprovou uma legislação que exige que o uso de sacos plásticos seja sujeito a pagamento.

Fonte: revistagalileu.globo.com

Medicamentos descartados incorretamente prejudicam o meio ambiente

Ao se deparar com remédios vencidos ou ainda aqueles que não se utiliza mais, deve-se descartá-los em uma farmácia. Os medicamentos que forem jogados no lixo comum ou em pias e ralos podem contaminar o meio ambiente com substâncias nocivas.

Estima-se que a cada quilo de remédios no meio ambiente, 450 mil litros de água são poluídos com os componentes químicos presentes. Os dados são da Secretaria de Gestão Ambiental, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Plantações e rios são os mais afetados. “Qualquer resíduo for descartado de maneira incorreta pode contaminar toda a rede de mananciais ou rios de uma cidade pequena”, observa a bióloga Regina Freitas Fernandes.

Além disto, pessoas que entrarem em contato com os medicamentos descartados inadequadamente, como garis e catadores, podem sofrer intoxicação ou reações alérgicas graves. “Animais de rua também estão sujeitos a intoxicação, pois podem ingerir os remédios ao revirar o lixo”, lembra Regina.

fonte: portalsatc.com

Compartilhamento de carros elétricos

A prefeitura do Rio de Janeiro acaba de lançar o edital que apresenta um projeto pioneiro para o país e se engaja em sua campanha por projetos de sustentabilidade. A capital do estado fluminense que possui a maior rede de ciclovias do país, agora quer incentivar o compartilhamento de veículos elétricos.

A prefeitura prevê que as tarifas de aluguel desses veículos custem a partir de R$ 18, valor que irá variar em função da modalidade de contratação que o usuário do sistema queira contratar. As opções deverão variar entre contratos diários, semanais, mensais e até anuais.

A licitação prevê que os veículos possam ser alugados em 25 estações que estarão situadas entre a zonal sul ao centro da cidade. Toda a gerência e administração será entregue à iniciativa privada.

A expectativa da prefeitura é tanta que o prefeito espera ter o sistema em funcionamento já durante as Olimpíadas que serão disputadas na cidade em Agosto.

A previsão é a de que os veículos elétricos possam ser alugados via aplicativo de celular, bastaria o usuário se cadastrar e confirmar o pagamento, dirigir-se a uma das 25 estações disponíveis e pegar o veículo.

 Frota de veículos elétricos será monitorada

O modelo dos veículos a serem adotados pela capital fluminense deverá ser semelhante aos que circulam nas cidades de Paris (França) e Amsterdã (Holanda). A frota da capital francesa já somam três mil veículos.

Um dos elementos constantes nos requisitos da licitação é o monitoramento que deverá ser realizado pelas empresas sobre a frota elétrica, segundo a prefeitura a ideia é minimizar os riscos de furtos e roubos dos veículos.

Redução do trânsito

Eduardo Paes, prefeito do município, afirmou que além dos veículos serem sustentáveis por não emitirem poluentes, os mesmos também ajudarão a descongestionar o trânsito nas vias da cidade. Segundo estudos realizados pela capital francesa, os veículos elétricos que são bem menores que os comuns.

Segundo a Associação Brasileira de Veículos Elétricos, existem hoje em todo o país apenas 95 modelos que funcionam unicamente à base de energia elétrica.

Meio Ambiente premia alunos da Escola SESC, vencedores da Gincana de Recicláveis

Encerrando a Gincana de Recicláveis de 2016, realizada nas escolas de Três Lagoas, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente premiou na noite de ontem (5), os alunos da Escola SESC. Ao todo, cinco prêmios foram entregues para os alunos que mais arrecadaram: uma bicicleta, um celular e três tablets.

Com arrecadação de 3.145 kg de plástico, 1.119 kg de latinhas, 130 kg de ferro e 15 kg de papelão, a Escola SESC ficou em primeiro lugar na classificação geral das escolas. Todo o material arrecadado foi comprado pela Reciclagem Alvorada, que também apoiou a ação doando um tablete para a premiação. O valor arrecadado, de R$ 5.200,00, será repassado para a escola, que utilizará o recurso a critério próprio.

“Este é o início de um trabalho que daremos continuidade, envolvendo os alunos, os pais, professores e funcionários que tanto contribuíram para o resultado final”, disse Glaucia Ferreira, coordenadora pedagógica do local.

Juscyo Mario Barbosa Martins, coordenador de Educação Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente, falou sobre a importância da atividade, já que por meio dos alunos, pais e familiares foram mobilizados, mudando hábitos prejudiciais ao meio ambiente.

Além dos prêmios e sorteio de brindes, a escola também foi presenteada com uma lixeira seletiva para incentivar o descarte correto dos resíduos.

(http://jornaldiadia.com.br/2016/?p=144504)